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A economia brasileira em novo ritmo19/08/2013 – Valor EconômicoJornalista: Luiz Carlos Mendonça de Barros Os principais números sobre o comportamento da economia brasileira na primeira metade de2013 já estão disponíveis para a comunidade de analistas. Com isto já é possivel projetar-se ocrescimento do PIB neste período com algum rigor. Foi o que fez o Banco…

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Analistas já consideram dólar a R$ 2,50.

Analistas já consideram dólar a R$ 2,50.19/08/2013 – Valor EconômicoJornalista: José de Castro O mercado de câmbio doméstico viveu um dia de intensa pressão na sexta-feira, numa sessãoque coroou uma semana marcada pela alta acelerada do dólar e por uma deterioraçãoadicional nas perspectivas para a moeda brasileira. Após cinco dias seguidos de apreciação, odólar não…

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bcs estão perdendo a independência

bcs estão perdendo a independência19/08/2013 – Valor EconômicoJornalista: Aline Oyamada A manutenção das taxas de juros baixas pelos bancos centrais dos países desenvolvidos porum período prolongado pode causar bolhas e provocar a má alocação dos recursos naeconomia, segundo Jan Lambregts, diretor e chefe global de pesquisa de mercados financeirosdo Rabobank. Em entrevista ao Valor, o…

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9º Congresso Brasileiro do Algodão reúne o setor e foca em negócios e conhecimento

Acontecerá em Brasília, entre os dias 3 e 6 de setembro de 2013, o principal encontro do setor algodoeiro nacional: a nona edição do Congresso Brasileiro do Algodão. Um dos principais eventos do agronegócio brasileiro, o CBA reunirá profissionais do segmento, produtores, empresas e pesquisadores da cadeia produtiva do algodão, no Hotel Brasília Royal Tulip Alvorada.

Promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão – ABRAPA, realizado pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão – AMPA e organizado pela Ponto Expo & Congressos, o evento de 2013 terá o tema “Algodão: Gestão e Otimização de Resultados”. A expectativa é receber cerca de 3000 visitantes para acompanhar as tendências do setor e a crescente importância da cotonicultura brasileira no cenário nacional e internacional.  O 9º CBA contará com 79 palestrantes de diversas áreas, que terão o objetivo de agregar conhecimento e transmitir o know-how aos participantes do Congresso.

O objetivo final do encontro é promover um profundo debate sobre a cotonicultura no país, através de pautas do dia a dia dos empresários do setor. O Brasil, na safra 2011/2012, alcançou a terceira colocação mundial em exportação – com o recorde de 1,043 milhão de toneladas enviadas ao exterior – e, a cada ano, vê ampliada a sua importância como player na cadeia de valor em termos de quantidade e qualidade de pluma produzida. O país fechou a safra 11/12 com produção de 1,9 milhão de toneladas.

“Trata-se de um mercado altamente volátil e de uma cultura extremamente desafiadora. Pelo momento vivido pelo setor algodoeiro, de maior projeção internacional, é fundamental discutirmos toda a cadeia produtiva do setor. Com o crescimento de todos os envolvidos, o segmento se fortalece”, analisa Milton Garbugio, presidente do Congresso. O executivo adianta que alguns dos pontos que serão discutidos são as políticas públicas voltadas para a cotonicultura: “Queremos colocar o algodão no centro do país, com a certeza de estarmos caminhando na melhor direção”, completa.

A decisão de escolher a cidade de Brasília levou em conta a vocação da capital federal para grandes decisões. “Além de ser a capital, Brasília é centro das principais decisões políticas e econômicas do Brasil. Por isso a opção de promover o evento no local. Também consideramos aspectos logísticos, já que é uma cidade que fica próxima dos principais agentes da cadeia produtiva”, explica Garbugio.

Mesmo em um local de efervescência política, o CBA terá foco em negócios e conhecimento, com salas especiais para relacionamento e negociações. O público-alvo do Congresso é formado pelas principais lideranças do segmento, empresas que investem diretamente no setor e por todos os envolvidos na cadeia produtiva do algodão.

Inovação

O 9º Congresso Brasileiro do Algodão foi desenvolvido com a premissa de ser inovador, trazendo equilíbrio entre negócios e conhecimento. Parte do projeto de criação utilizou-se dos conceitos do design thinking, método que conduz a maneira de pensar dos designers para o ambiente corporativo, e da cocriação, explorando o pensamento integrado e incentivando a troca de ideias. “Desta forma, consegue-se encontrar melhores soluções, que ficam claras para todos os envolvidos, pois eles estão no centro dos processos”, afirma Mateus Borges, da Ponto Expo Eventos e Congresso, organizadora do encontro.

 

Serviço:

 
9º Congresso Brasileiro do Algodão
 
Promoção: ABRAPA – Associação Brasileira dos Produtores de Algodão
Realização: AMPA – Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão
 
Organização: Ponto Expo Eventos e Congressos
 
Data: 3 a 6 de setembro de 2013
 
Local: Hotel Brasília Royal Tulip Alvorada – Brasília – DF
 
Tel.: (11) 5052-0296
 
E-mail: contato@congressodoalgodao.com.br

Mercado já fala em dólar a R$ 2,70 no fim do ano

Em um dia de queda generalizada das moedas emergentes em relação ao dólar, o real liderou a fila de perdas.

O dólar à vista (referência no mercado financeiro) fechou em alta de 1,14%, a R$ 2,339, maior preço desde 10 de março de 2009 –apesar de o BC ter atuado para conter as cotações, negociando US$ 1,98 bilhão em contratos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro.

O dólar subiu ontem ante 15 das 20 principais moedas emergentes. No Brasil, acumula alta de 14,4% no ano.

A corrida por dólares foi mais uma vez justificada por apostas sobre quando os EUA vão começar a reduzir os estímulos econômicos: para injetar recursos na economia, o Fed (BC americano) recompra mensalmente, desde 2009, US$ 85 bilhões em títulos do governo –parte do dinheiro vira investimentos em outros países, inclusive o Brasil.

Com a redução desse incentivo, as aplicações tendem a diminuir e, com a perspectiva de menos dólares no mercado brasileiro, o preço sobe.

Além disso, investidores preveem que, encerrada a recompra de títulos, o próximo passo será o aumento do juro dos EUA, hoje quase zero.

Juro mais alto deixa os títulos do Tesouro americano, remunerados pela taxa, mais atraentes que aplicações de maior risco, como Bolsas, especialmente de emergentes.

A queda do número de americanos que fizeram novos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada, para o menor nível em quase seis anos, pesou a favor das perspectivas de corte dos incentivos em breve.

O presidente do Fed em St. Louis, James Bullard, porém, voltou a dizer que a autori- dade monetária deve aguar- dar mais evidências de aquecimento.

A tendência de alta do dólar, no entanto, é internacional e deve se manter mesmo que o BC injete dinheiro no mercado local, segundo o economista-chefe da consultoria Lopes Filho, Julio Hegedus, que projeta a moeda acima de R$ 2,50 em dezembro.

Para Ricardo Rocha, professor da FIA, entidade ligada à USP, o dólar pode ir a R$ 2,70 no fim do ano. Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, destaca ainda que o mau desempenho das exportações favorece a alta da moeda.

Dólar em alta, Brasil em baixa

DESDE MAIO, a história da desvalorização do real pode ser contada quase tim-tim por tim-tim pelo aumento dos juros no mercado dos Estados Unidos.

Em suma, se o povo dos mercados pede juros mais altos para ficar com títulos da dívida americana, o dólar sobe aqui, quase na mesma toada. A tendência é a mesma no restante do mundo “emergente” e em países cujas exportações dependem bastante de recursos naturais, como nós.

A diferença é que temos apanhado mais. Se alguém chuta a bola dos juros nos EUA, ela entra no gol da nossa taxa de câmbio. A defesa está furada.

Defesa contra o quê? Não chorávamos e rangíamos dentes quando o real ficara forte demais (ou o dólar ficara baratinho), avariando a indústria, dando-nos de resto uma sensação falsa, pois excessiva, de riqueza, de maior poder de compra, de “Brasil, quinta maior economia do mundo” etc.?

Bem, o real desvalorizado vai resolver problemas. Na verdade, em parte é uma espécie de solução forçada de problemas, como consumo excessivo. Mas virá também o reconhecimento algo doloroso da nossa realidade mais pobrinha do que imaginávamos (na prática, os salários vão ficar menores).

Mais importante, de imediato, haverá os estragos de uma desvalorização rápida, ainda mais em uma economia mal administrada. O pulo do dólar em junho já fizera estragos. Não vai ser diferente agora.

Não se sabe bem quanto e por quanto tempo vão subir os juros na praça americana, mas a história básica é a sabida. A economia dos Estados Unidos anda melhorzinha. Qualquer notícia pontual de melhora tem jogado as taxas de juros para cima (tal como a notícia de ontem, de baixa boa nos pedidos de seguro-desemprego).

As melhoras levaram o BC deles, o Fed, a levantar a hipótese de que a política monetária será menos relaxada (vão despejar menos dinheiro na praça) e, um dia (2015?), os juros básicos voltam a subir. O Fed levantou essa bola em maio.

O povo do mercado antecipou a coisa toda; os juros sobem lá em razão disso. Fica menos interessante fazer negócio em país esquisito, como o Brasil, ou especular com commodities, Bolsas e outros ativos de risco. O dólar “se vai”.

Até a metade do ano, muita gente esperta dizia que a reação do mercado ao Fed seria um exagero provavelmente breve. Não foi. Logo, está ainda mais difícil de saber se, quando e como isso vai parar: juro subindo lá, dólar subindo cá.

Dólar mais caro dá em inflação maior. Piora a situação de empresas com dívida externa. Dólar e juros mais altos e em alta dificultam o crédito externo para empresas do país.

Dólar mais caro encarece investimentos “produtivos”. Cria insegurança entre empresários, que ficam desorientados sobre preços, dívidas e crescimento.

Dólar mais caro piora problemas circunstanciais, mas difíceis, como o da Petrobras, que importa gasolina cara para vender barato aqui, com prejuízo; piora também o balanço da petroleira, a maior investidora do Brasil.

Inflação maior, entre outros desarranjos do dólar subitamente mais caro, piora pois as perspectivas de crescimento do Brasil, que já andavam bem ruinzinhas.

O caldo engrossou.

Link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/124174-dolar-em-alta-brasil-em-baixa.shtml

Vanguarda busca investidor para criar negócio de terras

Vanguarda busca investidor para criar negócio de terras
16/08/2013 – Valor Econômico
Jornalista: Fabiana Batista

O presidente da Vanguarda Agro, Arlindo Moura, afirmou ao Valor que a empresa pretende
captar US$ 200 milhões com investidores, especialmente fundos de pensão estrangeiros, para
aplicar na aquisição de terras no Brasil. Com esses recursos, o executivo projeta ser possível
adquirir de 50 mil a 60 mil hectares de terras brutas (ainda não abertas para agricultura). A
companhia, uma da principais agrícolas do país com uma área plantada de 290 mi hectares,
planeja fazer essa captação por meio de uma outra empresa (que ainda não foi criada)
especializada em compra e venda de fazendas, nos moldes da concorrente Land Co, controlada
pela SLC Agrícola – companhia da qual Moura foi presidente até dezembro de 2012. A outra
possibilidade é aportar os recursos na própria Vanguarda para ser usado exclusivamente para
esse fim. Ainda, segundo ele, uma outra opção para concretizar esse projeto seria um aumento
de capital entre os próprios acionistas da companhia, entre eles, o Gávea Investimentos, que
tem participação de 12,22%. De qualquer forma, a intenção é concretizar esse projeto no
primeiro semestre do ano que vem. “Ele ainda precisa ser elaborado. Isso leva tempo e
também queremos fazer uma boa negociação. Apenas fizemos alguns contatos e verificamos
que há muito interesse”, diz Moura. O executivo calcula poder oferecer a esse investidor um
retorno entre 15% e 20% ao ano, somados os ganhos de valorização da terra, transformação e
arrendamento. A participação oferecida será minoritária, ou seja, inferior a 50%. A criação de
uma empresa (ou divisão) para aquisição de terras busca equilibrar o portfólio da companhia,
que ainda tem mais áreas arrendadas do que próprias. Dos cerca de 270 mil hectares usados
para cultivo pela companhia, 182,6 mil hectares são arrendados e 89,2 mil hectares de área
própria. “Mas não abandonaremos a estratégia de arrendamento”, avisa. Ontem, as ações da
companhia fecharam com valorização de 1,69%, a R$ 3,60. Na quarta-feira, a companhia
informou que teve no trimestre encerrado em 30 de junho um prejuízo líquido de R$ 61,2
milhões, ante o resultado líquido também negativo de R$ 68,971 milhões do mesmo trimestre do ciclo anterior. “Acho que o mercado esperava um número pior. Muito do nosso resultado
foi afetado pela variação cambial. Se não fosse isso, o prejuízo teria sido R$ 48 milhões menor
do que o anunciado”, diz Moura. Ele esclareceu que a companhia adotou a contabilidade do
hedge accounting (hedge natural), mas que ele passará a ser aplicado a partir de 1º de agosto,
ou seja, não terá efeito retroativo. O desempenho da empresa também foi influenciado pelas
perdas decorrentes do clima (seca) em áreas do Piauí e da Bahia, além de um período
prolongado de chuvas na época da colheita no Estado de Mato Grosso.