Sorocaba: Agricultores da região trocam o milho pela soja

Em municípios da região administrativa de Sorocaba, produtores de soja irão contribuir para a safra recorde de 90 milhões de toneladas prevista pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O aumento é de 10,5% em relação a 2013. A área plantada de soja aumentou 6,6% no País, passando a 29,6 milhões de hectares. Capão Bonito, Itapeva, Itapetininga, São Miguel Arcanjo, Campina do Monte Alegre e outros municípios da região tiveram crescimento na produção de soja nos últimos anos. Parte dos agricultores deixou de plantar milho ou de arrendar as terras às usinas, para cultivo de cana-de-açúcar, e investiram na soja, incentivados pelo bom preço do mercado. 

O agrônomo e consultor Luiz Paulo Mendes, que também produz soja, milho e feijão em Campina do Monte Alegre, explica que os agricultores já negociam a venda antes da colheita. A saca de 60 quilos é cotada entre R$ 60 e R$ 65. Segundo Mendes, o lucro é reinvestido em tratores, máquinas e melhorias na propriedade. “Plantar soja está sendo um bom negócio na região”, diz o agrônomo. A evolução das técnicas agrícolas, resultado da experiência do cultivo no Brasil, tornaram o grão uma opção rentável para agricultores no interior de São Paulo, também nas regiões de Assis, Ourinhos e Barretos. 

Não há diferença na qualidade da soja plantada em São Paulo com outros Estados, segundo Mendes. “Aqui ainda temos uma vantagem, que são chuvas mais frequentes”, diz Mendes. Os Estados que mais produzem no País são Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso do Sul. “A colheita ocorre entre março e junho. Agora, as plantações estão na fase de enchimento dos grãos.” 

A soja entra na proporção de 25% das rações para animais, explica o agrônomo. A produção brasileira é destinada em maior parte à exportação e a China é a principal compradora. A soja embarca nos navios em grãos. “Exportando farelo e óleo teríamos maior valor agregado, mas a China prefere comprar a soja em grãos”, conforme Mendes. 

A proibição da “cama de frango” a partir da disseminação de doenças, como a vaca louca, ampliou a produção de soja no mundo inteiro, “por ser um fonte de proteína vegetal limpa e sem riscos”, diz o agrônomo. Os grãos servem para alimentação humana e animal. O maior produto consumido por seres humanos é o óleo, usado tradicionalmente na cozinha pelos brasileiros. Leite e outros produtos derivados da soja, apesar de terem crescimento no consumo, ainda correspondem a uma parte pequena de toda a produção, observa Mendes. 

A ração à base de soja serve principalmente à alimentação de aves e suínos, mas também para bois e peixes. O grande número de granjas de frango em municípios da região de Sorocaba facilita o transporte e com custos menores de frete. Em Itapetininga e Capão Bonito, os produtores fazem a rotação de culturas, alternando o plantio da soja com o trigo, a fim de evitar o desgaste do solo. 

A principal preocupação do agricultor é a lagarta Helicoverpa armigera, que ataca a soja e outras plantações. Em dezembro, o Ministério da Agricultura e Abastecimento declarou estado de emergência fitossanitária. A lagarta era mais comum no algodão, mas causa prejuízos também nas plantações de milho e soja, se o início do ataque não for detectado a tempo. A praga é resistente e avança rapidamente, mas há defensivos no mercado que a combatem. 

Itapeva 

Itapeva teve a maior produção de soja na região de Sorocaba. Foram 3.055.000 sacas de 60 quilos em 2013, conforme dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA), equivalente a 183.300 toneladas. Em 2012 foram 2.546.000 sacas, ou 152.760 toneladas. A safra de Itararé em 2013 foi de 812 mil sacas, de acordo com o IEA, ou 48.720 toneladas; enquanto a de Capão Bonito fechou em 225 mil sacas, ou 13.500 toneladas. 

Itapetininga, que chegou a produzir 158 mil sacas de soja (9.480 toneladas) em 2010, registrou queda até 2012 devido à redução da área plantada. A recuperação começou no ano passado, com a safra de 80 mil sacas (4.800 toneladas), 15% a mais que em 2012. Segundo Luiz Mendes, nos dois últimos anos houve recuo das áreas plantadas de cana-de-açúcar no município, que reabriu espaço para a soja. 

A previsão de 90 milhões de toneladas para a safra de 2014 no País pode ser superada, com a ampliação da área em 6,6%. “Esperamos chegar a 95 milhões de toneladas, colando o Brasil como o maior produtor e exportador do mundo”, disse o ministro da Agricultura, Antonio Andrade, à Agência Brasil. Ele lembrou que a prioridade é exportar carne. “Exportamos grãos porque ainda não aumentamos significativamente a exportação de carne.” Disse ainda que a exportação de carne (aves, suína e bovina) vem aumentando, como se verificou em 2013.

 

Cruzeiro do Sul
Autor: Marcelo Roma

Brasil pode ter maior produção de soja do mundo, diz ministro

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, afirmou que a produção de soja pode chegar a patamares ainda maiores do que as projeções atuais, que apontam para a produção de cerca de 90 milhões de toneladas durante a safra 2013/14. O anúncio foi feito durante a coletiva de imprensa dos levantamentos de grãos e café para a temporada atual nesta quinta-feira (09.01).

“O desempenho da soja para esta safra deve ser ainda melhor que as previsões atuais, podendo alcançar 95 milhões. Esse resultado deve-se ao aumento da produtividade e consolidará o Brasil como o maior produtor desse grão no mundo, superando os norte-americanos”, disse Andrade.

A previsão é que o Brasil registre uma produção de grãos de 196,7 milhões de toneladas, ao todo, um aumento de 5,2% em relação à safra passada, de 186,9 milhões de toneladas.

No levantamento, realizado por técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o destaque foi para a soja, que teve um crescimento de 10,8%, o que representa uma produção estimada em 90,3 milhões de toneladas para a safra atual. O arroz acompanhou o comportamento de alta com um aumento de 5,1%, chegando a 12,4 milhões de toneladas. O feijão primeira safra – que já está em fase de colheita no Paraná –também se destaca, com uma elevação de 35,6% na produção, passando de 964,6 mil para 1,3 milhão de toneladas.

Já o milho primeira safra, 2ª maior cultura produzida no Brasil, apresentou um decréscimo de 5,9%. A queda prevista, segundo a Gerência de Avaliação de Safras da Conab, se deve à redução de plantio do grão em virtude dos preços mais favoráveis para o plantio de soja.

Com relação a área plantada, a cultura de soja apresentou o maior crescimento em relação à área plantada, com aumento de 6,6%, passando de 27,7 para 29,6 milhões de hectares. Outras culturas também apresentaram elevação em relação à área, como o arroz, feijão e algodão. Por sua vez, o milho primeira safra apresentou decréscimo de área de 4,7%, passando de 6,8 para 6,5 milhões de hectares.

“A nossa produção aumenta a cada ano. Isto porque o Brasil desenvolveu grandes tecnologias no campo, e contamos diariamente com o trabalho dos produtores, que não medem esforços para colocar a nossa produção como uma das maiores do mundo”, finaliza Andrade. (Com informações da Conab)

 

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Pancadas de chuva no Centro-Oeste

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para tempo nublado com pancadas de chuva no centro, norte e sudeste do Mato Grosso nesta sexta-feira, 10 de janeiro. Parcialmente nublado a com pancadas de chuva no Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal. A temperatura varia entre 18ºC a 38ºC.

A previsão é de céu nublado a encoberto com pancadas de chuva e trovoadas isoladas no Amazonas, Pará, Amapá, Acre e Rondônia. Nas demais áreas, parcialmente nublado com pancadas de chuva isoladas em Tocantins. A temperatura mínima fica em 20º e a máxima, 35ºC.

No Nordeste, nublado a parcialmente nublado com pancadas de chuva no Maranhão, Ceará, Alagoas, Sergipe e Bahia. Possibilidade de chuva nas demais áreas da região. A mínima fica em 16ºC e a máxima vai a 35ºC.

Na região Sul do Brasil, tempo parcialmente nublado com pancadas de chuva. São esperadas temperaturas entre 14º e 38ºC.

Em São Paulo e no Espírito Santo, nublado com pancadas de chuva. Possibilidade de chuva em Minas Gerais e em algumas áreas do Rio de Janeiro. A temperatura varia entre 12º e 38ºC.

Min. da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

BNDES aprova R$ 34 mi para projetos de aquicultura na região Centro-Oeste

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) aprovou financiamentos, no valor total de R$ 34,4 milhões, para dois projetos de investimento produtivo na região Centro-Oeste, por meio do programa BNDES Proaquicultura.

A Geneseas Aquacultura Ltda, em Aparecida do Taboado (MS), obteve empréstimo de R$ 15,8 milhões para a implantação de dois centros de engorda de peixes e uma unidade de industrial de abate, com produção total de 13,3 mil toneladas/ano.

Já em Sorriso (MT), a Delicious Fish Agroindústria e Comércio de Pescados Ltda terá colaboração financeira de R$ 18,5 milhões para projeto de ampliação das instalações produtivas de piscicultura. A empresa, que pertence ao Grupo Gaspar, desenvolve pesquisa controlada para o melhoramento genético. Com isso, se tornou referência nacional em tecnologia relacionada à piscicultura.

Com a implantação dos projetos, é prevista a geração de 104 novos empregos direitos e 170 indiretos em Sorriso (MT). Em Aparecida do Taboado (MS), a empresa pretende contratar 136 novos empregados.

BNDES Proaquicultura – Em 2012, o BNDES lançou o Proaquicultura, para fortalecer a cadeia produtiva do pescado, com orçamento de R$ 500 milhões e prazo de vigência até 31 de dezembro de 2017. Por meio do programa, o Banco pode financiar até 80% dos investimentos das empresas e 100%, por meio do BNDES PSI, no caso específico de compra de maquinas e equipamentos nacionais.

 

BNDES

Algodão: Conab prevê pluma suficiente para indústria, sem pressões por compras

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) manteve inalterada a projeção de embarques de algodão do Brasil no exercício deste 2014, com as exportações calculadas em 540 mil toneladas. É o que indicou nesta quinta-feira (09) seu novo relatório de oferta e demanda. No ano passado foram 572,9 mil toneladas.

A pluma a ser colhida no mercado doméstico na safra vindoura deverá ser suficiente para abastecer as necessidades de consumo da indústria têxtil nacional, avaliada em 920,0 mil toneladas, e suprir parte da demanda internacional, disse a Conab em sua publicação. O cenário não deve gerar pressão pela importação do produto.

Conforme a Companhia, a projeção de que o volume de pluma a ser internalizado no ano de 2014 deverá ficar próximo de 25,0 mil toneladas. O relatório de oferta e demanda indica também uma oferta total do produto (estoque inicial+produção+importação) em 2.029,9 mil toneladas; a demanda total (consumo interno+exportação) em 1.460 mil toneladas.

Já o estoque de passagem foi projetado em cerca de 569,9 mil toneladas de pluma; quantidade
suficiente para suprir a demanda da indústria nacional na entressafra e mais exportações
por um período aproximado de 4,7 meses, retrata a Conab.

 

Agrodebate
Autor: Leandro J. Nascimento

Encontro reúne informações sobre mercado e manejo de Helicoverpa armigera em Cascavel

Nos últimos anos o agronegócio evoluiu muito e, seguindo essa linha, a Coodetec apresenta o que há de melhor no mercado agrícola no Encontro Tecnológico de Verão. O evento acontece na sede da Cooperativa Central, em Cascavel, e reúne as novidades CD, produtos para o manejo das lavouras e máquinas agrícolas. Na quarta-feira (08.01), os produtores e profissionais que passaram pela Coodetec já puderam conferir as novidades e o evento continua hoje (09.01), com início marcado para as 13h30.

Boas safras dependem de planejamento, por isso, a Coodetec quer deixar o agricultor mais preparado para o futuro, com mais produtividade em soja, mais precocidade e qualidade nos híbridos de milho e mais tecnologia no manejo das lavouras. “Acreditamos no sucesso do produtor rural e isso é o que nos impulsiona para apresentar produtos cada vez melhores e que atendam as necessidades do campo”, declarou o presidente executivo da Coodetec, Ivo Carraro.
 
Mercado de soja e milho safrinha

A safra de verão está em desenvolvimento e, para quem busca informações sobre mercado, o Encontro Tecnológico de Verão Coodetec é o momento certo para isso. A programação conta com a palestra de Vinicius Xavier, consultor da INTL FCStone – Commodity Intelligence. Ele apresenta um panorama dos mercados de soja e milho safrinha. Para o consultor, a tendência agora é a de uma acomodação de preços para a soja e uma elevação dos preços do milho. “As duas safras estão caminhando em direções opostas. O produtor perdeu o momento de melhores preços da soja. Daqui para frente, vamos encontrar um cenário de preços um pouco mais para baixo, caminhando assim por longo período em 2014. Já o preço da saca de milho está caminhando para uma recuperação de preços”, informou.

Segundo Xavier, os motivos para a queda de preços da soja são uma safra recorde. “O preço da saca desse grão cai também pela questão dos prêmios, reflexo do preço do frete, com excesso de oferta em relação a uma tradicional demanda”. O consultor ainda destaca que é preciso prestar atenção às projeções do mercado de milho. “Se olharmos os dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), somos extremamente pessimistas em relação aos preços, porque enxergamos estoques elevados. Mas, em análise mais a fundo, com dados concretos e projeções de outras instituições para a safrinha, percebemos que os estoques finais estimados pela Conab são muito menores do que eles dizem hoje. Teremos uma elevação de preços para o milho, principalmente se considerarmos que a questão cambial deve ajudar”, conclui.
 
Manejo de Helicoverpa armigera

No campo, os participantes do evento na Coodetec também estão recebendo informações sobre o manejo da lagarta Helicoverpa armigera. O pesquisador da Embrapa Soja, Samuel Roggia, destaca que a principal indicação de manejo é, em primeiro momento, a vistoria da lavoura. “Uma amostragem bem feita evita aplicação excessiva e/ou desnecessária de inseticidas na lavoura e também evita que o agricultor tenha surpresas pela ocorrência de surtos da lagarta. Após isso, se for necessária a aplicação de produtos para controle, é importante consultar um engenheiro agrônomo”, detalhou. Com essa medida, além de economizar, o produtor irá preservar os inimigos naturais da Helicoverpa.

Durante explicação, Roggia também detalha que os parasitoides (vespas e moscas) e os agentes de controle biológico, como o baculovírus, são aliados do produtor para que a produção de soja não seja comprometida. “O Bacillus thuringiensis, que é uma bactéria, também é um eficiente controle da lagarta. Nesse caso, a soja com a tecnologia Intacta RR2 PRO™ tem grande vantagem, pois a produção dessa toxina está sendo feita a todo momento, desde a germinação até o fim do ciclo da soja”, garantiu.

A Coodetec oferece sementes de soja com a tecnologia Intacta para diferentes regiões e que atendem as necessidades dos produtores. Mais produção, controle de lagartas e tolerância ao glifosato são as soluções das novas sementes CD Intacta, que estão sendo apresentadas na vitrine do Encontro Tecnológico de Verão Coodetec.
 
O evento

O Encontro Tecnológico de Verão Coodetec começou ontem e continua nessa tarde. A programação é a mesma para os dois dias e é aberta a todos os interessados. Nesse ano, a Coodetec, junto com os parceiros, Bayer CropScience, M.A. Máquinas – John Deere e Scherer, apresenta as últimas novidades em sementes de soja e milho, além de opções de tratamento e manejo das duas culturas.

Confira a programação:
13h30 – Inscrições
14 horas – Palestra
Perspectivas econômicas para o mercado de soja e milho safrinha
Vinicius Xavier, consultor da INTL FCStone – Commodity Intelligence
15 horas – Início do giro no campo
Estação 1: novos híbridos e tecnologias em milho
Estação 2: novas cultivares de soja Intacta RR2 PRO™ e Roundup Ready®
Estação 3: manejo de Helicoverpa armigera
Estação 4: novas tecnologias e evolução do melhoramento de soja CD
Estação 5: defesa da soja contra pragas e doenças
17h30 – Encerramento

 

Agrolink com informações de assessoria

MS: São Gabriel deve ter safra recorde de soja segundo Julio Bortolini

“A aparência das lavouras no município é espetacular”, essa é a descrição do presidente do Sindicato Rural de São Gabriel do Oeste, Julio Bortolini para a safra 2013/2014 no município.

Questionado sobre a produção das lavouras no município, Julio afirmou que parte da soja está em fase de maturação, salvo de problemas climáticos e químicos, e a maior parte em fase de crescimento do grão, que ainda podem ser afetadas por algum problema de praga ou climático.

De acordo com Julio, algumas áreas sofreram com problemas de atraso no inicio do plantio devido ao clima. “Algumas áreas tiveram problemas de atraso no inicio do plantio, mas depois do dia 20 de outubro começou a regularizar as chuvas e o plantio”, explicou Bortolini.

São Gabriel do Oeste tem uma área plantada de soja de 120 mil hectares nesta safra, já na safra passada a área plantada foi de 116 mil hectares.

Milho

Sobre a safra de milho, Julio explicou que os produtores apostaram em adiantar o plantio da soja para ampliar a área do milho segunda safra (safra de inverno ou safrinha), sendo que a área plantada da cultura no município foi de apenas 2.500 hectares, contra cinco mil na safra 2012/2013.

“Os produtores apostaram no clima para fazer a safrinha e como deu problema, a safrinha será menor este ano”, disse Julio explicando que o atraso no inicio do plantio na maioria dos produtores afetará a safrinha.

Algodão

São Gabriel do Oeste ainda tem uma área plantada de 3.500 hectares de algodão, o plantio encerrou no fim de dezembro.

 

Idest

Soja safrinha ganha espaço nas lavouras do sul paulista

Com preços muito mais atraentes e mercado futuro promissor, a soja passou a ser a principal opção, tanto na safra de verão quanto na safrinha,para a maioria dos agricultores da região Sudoeste Paulista.

De acordo com dados da Coordenadoria de Assistência Técnica Integrada (Cati), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o aumento de área plantada na região de Itapeva será de mais de 60%. “Em 2013 a soja safrinha ocupou cerca de 15 mil hectares. Este ano pode passar de 25 mil hectares”, estima o engenheiro agrônomo Vandir Daniel da Silva.

Vandir explica que, mesmo com os riscos e custos aumentados devido à necessidade de maior investimento contra pragas e doenças, a soja ainda é a melhor opção na hora da comercialização. “Embora o custo seja maior e a produtividade caia um pouco, a soja está em um ótimo momento. Não haverá prejuízo financeiro”, afirma Vandir.

Soja sobre soja – Quem apostou na soja no verão, também pode entrar com a cultura na safrinha. Porém, Vandir explica que essa combinação pode ser arriscada, a menos que o histórico da propriedade esteja dentro das técnicas corretas de rotação de cultura. “O agricultor que sempre fez a rotação de cultura de forma correta pode apostar em soja sobre soja. Mas vale lembrar que essa prática é agronomicamente incorreta e não é recomendada”, explica o agrônomo.

Riscos – Não é apenas a lagarta Helicoverpa armígera a preocupação dos sojicultores da região. De acordo com o agricultor e técnico José Eduardo Amadeu, a incidência de outras pragas mais comuns também pode colocar em risco o bom desenvolvimento da cultura. “Além das lagartas, existem varias outras pragas importantes que podem comprometer a produtividade e consequentemente a lucratividade da lavoura. Os percevejos e a mosca branca podem ser até mais agressivos neste período de safrinha do que a Helicoverpa”, explica José Eduardo. Os investimentos em inseticidas e fungicidas podem aumentar em até 50% os custos da lavoura.

José Eduardo afirma ainda que para obter bons resultados de produtividade durante a safrinha, o agricultor não pode abrir mão de uma nutrição balanceada. “O mercado possui hoje produtos de alta tecnologia que, com doses menores, consegue corrigir mais rapidamente a deficiência nutricional das plantas, além de trazer resultados mais rápidos, mais econômicos para oagricultor e com menor impacto ambiental”, destaca.

Milho garantido – Apesar da atenção estar voltada para a soja, o país não corre risco de ficar com baixas de estoque de milho. A cultura é a segunda mais produzida no estado do Mato Grosso, principal produtor e responsável pelo abastecimento nacional do grão.

 

Agrolink com informações de assessoria

Conab confirma produção de 196 milhões de t de grãos na safra 2013/14

O Brasil deverá registrar uma produção de grãos de 196,7 milhões de toneladas. Esta é a previsão do quarto Levantamento de Grãos da Safra 2013/2014, divulgado nesta quinta-feira (09.01) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume apresenta um aumento de 5,2% em relação à safra passada, de 186,9 milhões de toneladas.

Neste levantamento, o destaque foi para a soja, que teve um crescimento de 10,8%, o que representa uma produção estimada em 90,3 milhões de toneladas para a safra atual. O arroz acompanhou o comportamento de alta com um aumento de 5,1%, chegando a 12,4 milhões de toneladas. O feijão primeira safra também se destaca, com uma elevação de 35,6% na produção, passando de 964,6 mil para 1,3 milhão de toneladas. Essa cultura já está em fase de colheita no Paraná.

Já o milho primeira safra, 2ª maior cultura produzida no Brasil, apresentou um decréscimo de 5,9%. A queda prevista, segundo a Gerência de Avaliação de Safras da Conab, se deve à redução de plantio do grão em virtude dos preços mais favoráveis para o plantio de soja.

Área – A área total destinada ao plantio da safra deve chegar a 55,39 milhões de hectares, o que representa uma alta de 4% em relação à área de 53,27 milhões de hectares plantada em 2012/2013.

A cultura de soja apresentou o maior crescimento em relação à área plantada, com aumento de 6,6%, passando de 27,7 para 29,6 milhões de hectares. Outras culturas também apresentaram elevação em relação à área, como o arroz, feijão e algodão. Por sua vez, o milho primeira safra apresentou decréscimo de área de 4,7%, passando de 6,8 para 6,5 milhões de hectares.

Os estudos para este levantamento de safra foram realizados nas principais regiões produtoras de grãos do país no período de 15 a 18 de dezembro.

 

CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento
Autor: Flávia Agnello

Agricultores do Oeste da Bahia vão aprender como combater a Helicoverpa

No dia 18 de janeiro, Agricultores Familiares de todo o Oeste da Bahia estarão reunidos no CTG Estância do Rio Grande, no município de Barreiras, para conhecer as ações do Programa Fitossanitário de Combate a Helicoverpa 
armigera. O evento é promovido pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e pela Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa) e deverá contar com a participação de mais de 500 Agricultores Familiares. 

A mobilização será feita pela Aiba com prefeituras, câmaras de vereadores, sindicatos e associações. O objetivo é reunir o maior número possível de Agricultores Familiares para repassar estratégias de como identificar a praga, monitorá-la e combatê-la. Quem vai falar sobre este assunto é o presidente do Conselho Técnico da Aiba, Antônio Grespan. Em seguida, o coordenador do Programa Fitossanitário do Oeste da Bahia, Celito Breda, falará sobre ações de controle biológico da praga. Este será o momento de dialogar e tirar dúvidas.

O evento, que terá início às 9:30 da manhã e irá até às 12h, contará com a participação do secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, e do presidente da Aiba, Júlio Cézar Busato que falarão sobre como a praga tem ameaçado a agricultura nacional e a importância do combate. Para encerrar, todos participarão de um almoço de confraternização.

SERVIÇO:

O QUE: Apresentação de ações de combate a Helicoverpa armigera para o Agricultor Familiar

QUANDO: 18 de janeiro de 2014

ONDE: CTG Estância do Rio Grande – Barreiras

HORÁRIO: das 9:30 às 12h

EVENTO GRATUITO

 

Agrolink com informações de assessoria