Pesquisador da Fundação MT alerta sobre rápida disseminação da ferrugem da soja

A ferrugem asiática foi detectada um pouco mais tarde nas lavouras de soja na safra 2013/14 comparado ao ano anterior, porém está disseminando de forma rápida. As condições climáticas atuais e futuras são apontadas como grande aliada para o aumento da incidência desta temível doença. Associado a estas, têm-se um cenário em que o patógeno já se encontra no ambiente distribuído ao longo das principais regiões produtoras de soja.

No Brasil já foram registrados, de acordo com o Consórcio Antiferrugem, 37 focos da ferrugem asiática, destes 18 em Goiás, 11 em São Paulo, 2 no estado do Paraná, 1 em Minas Gerais e 5 em Mato Grosso. Neste último, o primeiro caso foi identificado no município de Alto Araguaia no dia 20 de novembro em soja guaxa (planta que germina na entressafra voluntariamente). Contudo, já foram detectados sintomas da ferrugem também em lavouras comerciais de diferentes regiões, resultado da rápida evolução da doença.

Para o pesquisador Ivan Pedro, do programa de Proteção de Plantas da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, o fato da doença ter sido identificada um pouco mais tarde não diminui a sua importância e, portanto toda classe produtora deve ficar em estado de alerta. Aplicações iniciais no momento correto e de forma preventiva são as principais ferramentas apontadas pelo especialista.

“As medidas de controle mais indicadas no momento são o monitoramento e o controle químico por meio dos fungicidas. As aplicações dos produtos devem ser feitas respeitando as condições climáticas ideais e de forma preventiva. As mesmas devem ser iniciadas na fase de pré-florescimento ou florescimento da cultura (R1), mesmo em áreas que a doença ainda não foi identificada. Aplicações complementares devem ser feitas em intervalos planejados visando atingir maiores patamares de controle. Como opções de fungicidas, deve-se optar por misturas de triazóis com estrobilurinas ou estrobilurinas com carboxamidas para uma maior eficácia no controle.”

Para os locais onde a doença não foi identificada, o pesquisador recomenda o monitoramento efetivo e aplicações preventivas de fungicidas. Segundo ele, o produtor que faz o controle de forma planejada e criteriosa consegue minimizar os efeitos negativos da doença e com isso propicia incrementos na produtividade.

“Vale ressaltar a importância do controle ‘também’ nas variedades de ciclo super precoce e precoce, até porque contribui para uma menor pressão de inóculo para as cultivares de ciclo médio e tardio e muitas vezes o controle não é feito adequadamente nas primeiras, o que pode evoluir para problemas e aumento do custo de controle nas demais.”

O manejo da lavoura de forma integrada e sistêmica é defendida pelo especialista. Conforme Ivan Pedro, produtor que quer colher bons resultados tem que monitorar todos os possíveis inimigos da lavoura. A atenção não pode estar voltada apenas para à principal praga da lavoura no momento, a Helicoverpa armigera, mas também aos outros problemas que ocorrem simultaneamente nas lavouras como os nematoides, as plantas daninhas e as doenças, especialmente a ferrugem asiática. “Importante adotar medidas de manejo integradas e agir de forma proativa”, finaliza o pesquisador.

 

Diário da Manhã.
Autor: Ivan Pedro

Vendas da safra de soja 13/14 de MT avançam para 55,2% do total

SÃO PAULO – A comercialização da safra de soja 2013/14 de Mato Grosso, maior produtor brasileiro da oleaginosa, atingiu 55,2 por cento do total que o Estado projeta colher na temporada, informou nesta segunda-feira o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

A comercialização avançou 6,4 pontos percentuais na comparação com o levantamento do mês anterior, mas ainda está 14 pontos atrás do índice registrado nesta mesma época da safra passada, quando os preços atingiram elevados patamares.

O Imea projeta uma safra recorde de 25,7 milhões de toneladas em 13/14.

A colheita da soja 13/14 começou no Estado ao final do ano passado.

Até a última sexta-feira, 1,9 por cento da área de 8,3 milhões de hectares havia sido colhida, levemente à frente da safra passada.

 

Reuters
Autor: Roberto Samora

Caravana Embrapa começa roteiro em MT levando informações sobre Helicoverpa

Começa nesta terça-feira, dia 14, o roteiro da Caravana Embrapa de Alerta às Ameaças Fitossanitárias pelo estado de Mato Grosso. A primeira parada será a Fundação Rio Verde, em Lucas do Rio Verde, a partir das 8h. Participam da comitiva pesquisadores da Embrapa que irão apresentar informações sobre o manejo integrado de pragas, entre elas a lagarta Helicoverpa armigera.

Na quarta-feira, dia 15, a Caravana Embrapa estará em Sapezal, onde realiza um evento às 8h, no auditório da Prefeitura Municipal. Já na quinta-feira, dia 16, o roteiro mato-grossense será encerrado com um evento no Sindicato Rural de Campo Verde, também a partir das 8h.

Nos três municípios, a programação terá palestras abordando o histórico e os aspectos bioecológicos da Helicoverpa armigera, o manejo integrado de pragas (MIP) em soja, milho e algodão, as tecnologias de aplicação e o cenário regional da praga na safra atual. Os especialistas também ficarão disponíveis para conversar com o público presente, trocar experiências e tirar as principais dúvidas sobre o assunto.

As atividades da Caravana Embrapa são direcionadas para técnicos rurais, extensionistas e profissionais de assistência técnica de cooperativas, associações, empresas públicas e privadas e autônomos. A expectativa é que estas pessoas possam multiplicar o conhecimento, levando as informações até o campo. Assim busca-se um manejo de pragas mais racional e eficiente, reduzindo a quantidade excessiva de aplicações de inseticidas.

As inscrições para a Caravana Embrapa são gratuitas e poderão ser feitas na hora e local do evento.

Caravana Embrapa de Alerta às Ameaças Fitossanitárias

Lucas do Rio Verde (MT)
14 de janeiro – 8h às 11h30
Auditório da Fundação Rio Verde – Rodovia MT 449 – Km 08 
 
Sapezal (MT)
15 de janeiro – 8h às 11h30
Auditório da Prefeitura Municipal – Av. da Traíra 1532, Centro
 
Campo Verde (MT)
16 de janeiro – 8h às 11h30
Sindicato Rural – Rua Belo Horizonte 820

Agrolink com informações de assessoria
Autor: Gabriel Rezende Faria

Soja/CEPEA: Negócios são retomados com quedas de preços

Com os primeiros trabalhos de campo no norte de Mato Grosso e no oeste do Paraná, a colheita de soja se iniciou no Brasil, assim como os negócios no físico e para exportação. Segundo pesquisadores do Cepea, os preços registram pequenas quedas, já que têm se ajustado, devido às diferenças entre os valores nominais do final de 2013 e os de negócios para 2014.

As cotações também cederam no mercado externo, diante da expectativa de safra recorde na América do Sul. As estimativas são de safra recorde neste início de colheita. Com o dólar valorizado, as exportações de soja em grão devem continuar em bom ritmo, reduzindo os excedentes internos.

O Cepea captou negócios no porto de Paranaguá (PR) na última quinta-feira, 9, depois de este Indicador ter se mantido estável desde 12 de novembro de 2013, a R$ 77,25/saca de 60 kg. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa (produto transferido para armazéns do porto de Paranaguá) foi de R$ 73,34/saca de 60 kg na quinta, 9, e na sexta-feira, 10. Em sete dias, a queda foi de fortes 5,06%.

 

Cepea/Esalq

Helicoverpa armigera: Falta de gestão na defesa fitossanitária expõe perigo

“Nos falta, além de outros graves problemas como infraestrutura, uma política de gerenciamento de risco, saber o que fazer e como fazer.” Essa é a opinião de José Annes Marinho, engenheiro agrônomo e gerente de Educação da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef).

“Ultimamente ouvimos falar em novas pragas invadindo as lavouras brasileiras, um exemplo recente é o caso da Helicoverpa armigera. Muitos dizem que é o uso indevido de defensivos, outros afirmam ser a proibição de produtos que tinham efeito sobre essa praga, outros citam falta de manejo integrado, falta de produtos novos para controle, rotação de princípios ativos, bioterrorismo, falta de identificação dessa praga que, segundo relatos, já estava no Brasil há pelo menos dois anos. Podemos concordar com todos estes argumentos, ora corretos, ora com um pouco de exagero, mas o fato é que a nossa política para estes problemas está fragilizada, a exemplo da extensão rural”, avalia.

Para Marinho, o “ponto é que resolvemos tomar uma ação somente após o problema já estar presente e ter gerado prejuízos enormes. Foi assim no caso da ferrugem da soja, por força até mesmo da indústria, que buscou uma solução. Não há como esperar mais. Precisamos de um plano de gerenciamento, de gestão, de monitoramento e de competência”.

O especialista cita exemplos de sucesso fora do Brasil, e que basta “querer, ter vontade política e ter liderança para que o produtor não fique à dura sorte, vendo sua lavoura ser dizimada por pragas, vendo seus recursos e seus trabalhos sendo consumidos por agentes indesejáveis”.

“Acredito que o melhor caminho seja a união e a pressão dos produtores através de suas representações junto ao governo e políticos. Certamente algo já está sendo feito, mas ainda é pouco efetivo, por isso é preciso lembrar que a união faz a força e o produtor já se deu conta disso”, conclui.

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

Soja reage com alta ao relatório do USDA – Análise Agrolink

O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou alta de 4 ¾ centavos de Dólar na sessão da última sexta-feira (10.01), fechando em US$ 12,785 por bushel nos contratos de Março de 2014. O mercado reagiu de maneira positiva ao relatório do USDA, e também houve aumento nos preços da soja nos contratos de Janeiro/14 e Maio/14.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos revisou os estoques de soja para 150 milhões de bushels na safra 2013/2014. A produção ficou prevista em 3.28 bilhões de bushels. A expectativa para a soja é igual à do mercado.

 

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

Municípios “eficientes” estão em áreas com produção de grãos

Mato Grosso possui 18 municípios com saldo positivo na relação receitas versus gastos públicos. Destes, 12 possuem superávit maior que R$ 25 milhões. Todos, com exceção da capital, Cuiabá, são municípios produtores de grãos, como soja e milho. O levantamento foi veiculado em forma de mapa no Blog Estadão Dados, e tem como base a pesquisa do PIB dos Municípios de 2011.

Com superávit maior que R$ 25 milhões aparecem os municípios de Sorriso, Primavera do Leste, Sapezal, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Alto Taquari, Campo Novo dos Parecis, Itiquira, Campos de Júlio, Campo Verde e Querência. Juntos, somam um superávit de mais de R$ 780 milhões, cultivando mais de 3 milhões de hectares com soja e 1,8 milhão de hectares com milho, em duas safras anuais. Os 11 municípios juntos produziram 9,7 milhões de toneladas de soja e 10,4 milhões de toneladas de milho na safra 12/13.

Outros seis municípios mato-grossenses aparecem entre aqueles com margem de superávit até R$ 25 milhões: Diamantino, Ipiranga do Norte, Santa Rita do Trivelato, Nova Ubiratã, Rondonópolis e Alto Garças.

Metodologia da pesquisa – Segundo o Estadão, os dados foram calculados com base na pesquisa do PIB de 2011 dos Municípios, divulgada pelo IBGE no fim de dezembro. Nessa conta, entram gastos e impostos das prefeituras, e também dos governos estadual e federal. São considerados gastos públicos apenas as despesas de custeio, como pagamento de aposentados, transferências de renda, salário de servidores, gastos de manutenção de órgãos públicos, entre outros, sem colocar na conta os investimentos feitos. Já como impostos são considerados aqueles que incidem sobre a produção, como, por exemplo, o IPI e o ISS, já que o levantamento foi feito com base na lógica da oferta.

Aprosoja

Estimativa para safra de trigo na Argentina baixa após estiagem

A estiagem que atinge algumas áreas produtoras de trigo na Argentina fez a Bolsa de Cereais de Buenos Aires revisar a produção do país para a temporada 2013/14. De 10,35 milhões de toneladas (previstas inicialmente em janeiro) para 10,1 milhões de toneladas, informou a entidade em relatório semanal veiculado nessa quinta-feira (09).

Na região sudoeste de Buenos Aires e La Pampa Sul, que responde por mais de 22% da área do trigo no país, houve uma diminuição no rendimento em função do mau enchimento de grãos, provocado pela falta de chuvas.

Segundo a Bolsa, apesar de ter registrado produtividades acima disposto nas principais áreas produtoras de trigo do setor sul, não foram suficientes para compensar a perda de rendimento e, portanto, acarretando um recuo no volume projetado para o núcleo produtivo do sudeste de Buenos Aires.

Em comparação com o ciclo anterior, a produção deste ano ainda é 14,7% maior em relação as 8,8 milhões de toneladas obtidas durante ano de 2012/13.

 

Agrodebate
Autor: Leandro J. Nascimento

Emater quer triplicar a produção de milho em três anos em Altamira (PA)

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em Altamira, oeste paraense, já começou o plantio de milho, da cultivar Bandeirantes. A área plantada serve como Unidade Demonstrativa (UD) de técnicas e tecnologias de produção utilizando pequenas áreas e apresentando alta produtividade.

Este é o segundo ano do projeto, que ocorre no Travessão do Pimentel, na propriedade do agricultor familiar Francisco Matos, no Projeto de Assentamento Assurini e a expectativa da Emater é triplicar a produção de semente por hectare plantado, que hoje tem média na região de 30 sacas, além de evitar a abertura de novas áreas para plantio.

Segundo Ademar Rodrigues, técnico da Emater, a adoção de técnicas como gradagem, correção do solo e adubação, favorecem o aumento da produtividade da cultura. O projeto tem o acompanhamento da Emater em todas as etapas de produção. “É de suma importância a orientação técnica, temos observado que alguns produtores têm feito a gradagem do solo, mas têm deixado outros cuidados de lado e isso tem ocasionado até erosão nas áreas de plantio”, disse Rodrigues.

Para essa segunda etapa do projeto, a expectativa é colher 100 sacas de sementes de milho por hectare plantado. Segundo dados da Emater, só no último ano, por conta do incentivo aos agricultores, a área plantada de milho em Altamira aumentou pelo menos 10% em relação a última safra. No momento 80% do milho consumido em Altamira é importado. “Em cerca de três anos queremos que 60% do nosso consumo seja produzido aqui”, confirmou o técnico.

 

Agência Pará de Notícias
Autor: Iolanda Lopes

MS: Agricultores de São Gabriel pedem urgência na importação de inseticida

Os agricultores de São Gabriel do Oeste estão preocupados com a lagarta Helicoverpa armigera e solicitaram em caráter de urgência à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur) apoio para liberação da importação do inseticida benzoato de amamectina, através de ofício enviado pelo Sindicato Rural nesta semana.

Segundo o presidente do Sindicato Rural, Julio Bortolini, a importação do principio ativo, que hoje é o mais eficiente no mercado para o combate da lagarta, tem que ser liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), sendo que municípios da Bahia já receberam essa autorização.

Há a preocupação, pois a Helicoverpa armigera já está instalada em várias áreas do município, em lavouras de soja, milho e algodão. “Não temos uma estimativa de danos e dimensionamento da perda até o momento”, revela Julio.

 presidente explica que o controle preventivo nas lavouras de São Gabriel é realizado, mas nada com produtos que podem atacar a lagarta depois de instalada. “Nenhum produto curativo que depois de instalada combata, a não ser o benzoato de amamectina, que se viesse, estaríamos tranquilos”.

Julio destaca que caso não ocorra o controle adequado no momento atual, dizimando a lagarta, haverá infestação nas lavouras subsequentes, em especial as lavouras de milho e algodão safrinha. Ele frisa que em outras regiões do Brasil, existiram casos de persa total das lavouras, tamanha a agressividade da praga.

 

Idest