China vai abolir política de armazenamento de algodão e soja em 2014

A China, principal comprador mundial de algodão bruto e de soja, vai suspender seu controverso programa de estocagem destas commodities neste ano e vai avaliar subsídios diretos aos agricultores, comunicou o governo em um documento sobre políticas.

O anúncio, publicado na noite de domingo, é a primeira confirmação oficial de que a mudança virá em 2014, embora participantes do mercado sigam incertos sobre quais serão as consequências da medida, uma vez que o documento não fornece detalhes específicos de cronologia, estrutura ou sobre o tamanho dos subsídios.

“O importante não é que eles estão subsidiando os agricultores, mas o volume que eles vão dar”, disse uma fonte do mercado que não quis ser identificada.

A mudança havia sido amplamente antecipada após vários anos de estocagem não conseguirem estimular um aumento no cultivo de algodão e soja pelos agricultores, ao mesmo tempo pressionou os preços domésticos bem acima mercados internacionais, estimulando mais importações.

Os preços globais do algodão , que subiram cerca de 12 por cento em 2013, podem ser pressionados pela mudança, uma vez que ela pode liberar no mercado mais algodão cultivado localmente, reduzindo a demanda chinesa pela commodity importada. A política chinesa de estocagem interna deve passar de 12 milhões de toneladas, ou 60 por cento dos estoques globais, no fim de julho.

As compras de soja da China serão menos afetado pela medida, uma vez que a maior parte das esmagadoras em regiões costeiras já são em muito dependentes das importações.

Pequim também disse que vai manter o armazenamento de colza, milho e açúcar, bem como vai continuar a oferecer um preço mínimo de compra para o trigo e arroz. Alguns participantes do setor esperavam mudanças em relação à estocagem de açúcar e colza.

 

Reuters

Produtores do RS exageram no inseticida contra Helicoverpa

Na avaliação do técnico agrônomo da Emater/RS, Luis Antônio Moresco, há um exagero no uso de substâncias contra a Helicoverpa armigera no Rio Grande do Sul. A Secretaria Estadual da Agricultura descartou semana passada a emergência fitossanitária no estado, alegando que a situação não é alarmante.

“A questão do índice de pragas está sob controle, inclusive alguns agricultores fizeram alguns exageros na aplicação de inseticidas. Fizeram três aplicações, sendo o aceitável de até duas pelo índice de pragas que ocorreu até o momento”, diz Moresco, que avaliou a incidência da praga na região de Cruz Alta/RS. 

Segundo o funcionário da Emater, os agricultores se assustaram, “prevendo um ataque assustador nas lavouras, e o que nós vimos até o momento é que não está ocorrendo”.

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

Helicoverpa armigera e falsa medideira aumentam custo da safra no MT

O reaparacimento da Helicoverpa armigera e a maior agressividade da falsa medideira neste ano aumentaram o custo da safra no Mato Grosso. Com o número de aplicações de defensivos aumentando, os produtores de soja estão gastando até R$ 100 a mais por hectare para combater as pragas. 

“Inicialmente, ela começa a atacar as folhas da parte inferior da planta e causa a desfolha. À medida que a população vai aumentando, a gente tem incidência de ataque na parte mais superior”, diz o agricultor Diego Dalmaso, que produz a oleaginosa em Sapezal, região oeste de MT.

De acordo com Dalmaso, que também é engenheiro agrônomo, o ataque das pragas diminui a produtividade , pois a planta cresce menos e o grão não enche bem. Ele projeta algo em torno de 55 sacas por hectare, o que representa uma dominuição de, pelo menos, cinco sacas a mais por hectare.

Cláudio José Scariote, um produtor vizinho, afirma que “são R$ 100 a mais por hectare de custo adicional por causa da falsa medideira e helicoverpa”.

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

Da roça para a praia, o caminho do milho

Rio Grande do Sul – Para chegar cozido nas mãos dos veranistas, o milho verde precisa de uma preparação que inicia em meados do mês de julho e ainda tem que ser transportado por mais de 50 quilômetros de Maquiné até chegar aos quiosques na beira das praias do litoral norte. Por isso, até mesmo o preço da iguaria é cobrado mais alto. 

Há 35 anos, a família Bobsin realiza o plantio do cereal que abastece toda a orla de Tramandaí, desde a conhecida Barra até o balneário de Jardim do Éden. No início da carreira como produtor rural, Otomar Bobsin, 60 anos, comercializava o produto em feiras. Tempos depois começou a vender para os quiosqueiros. Todos os anos, o consumo somente nos quiosques da Capital das Praias gira em torno de 80 a 150 mil espigas de milho. Todo o processo é feito manual, da plantação até a limpeza, empacotamento e distribuição.

Atualmente, Bobsin trabalha ao lado de toda a família, onde seu filho, Carlos, 35, é o braço direito nos negócios. Em Tramandaí faz 25 anos que ele possui um depósito, onde além do milho-verde, há comércio de coco. Conforme Otomar, a lavoura no pé da Serra possui mais de 20 hectares de milho plantado. “Começamos a produzir no meio do ano, para que em 120 dias o milho já esteja bom para vender”, afirmou. Carlos diz que o produto, após embalado, tem poucos dias para ser consumido. “Durante o veraneio, trazemos diariamente milho fresquinho para ser comercializado nos quiosques da praia. Isso acontece porque o produto tem cerca de três dias de validade”, destaca.

Principal produtora

Segundo o técnico agrícola da Associação Rio-Grandense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RS) de Maquiné José Milton Munari, a cidade é uma das maiores produtoras do cereal no Estado. “Há cerca de 300 hectares de milho plantado no município”, garante.

Segundo o técnico, a média é de 25 a 30 mil espigas colhidas por hectare. “Nesta época do ano, a comercialização está a todo vapor. Tivemos apenas um período de estiagem durante o ano passado, mas não comprometeu a lavoura. Porém estamos precisando de mais chuva para que o milho continue sendo de boa qualidade”, enfatiza. 

De acordo com Munari, a falta de água pode prejudicar o crescimento das espigas, pois podem ocorrer muitas falhas e, com isso, o produto deixa de ir para mercado e para o consumidor.

Comida para criançada

Rico em vitamina A, fósforo e potássio, o milho está entre as preferências da criançada na beira da praia. Depois das brincadeiras na areia, comer milho-verde é quase uma refeição sagrada. Os irmãos Laura, 12, e Lucas Bergmann Schunck, 8, e a amiga Ester Miranda Becker (foto abaixo), 7, na maioria das vezes em que vão à beira-mar de Tramandaí acompanhados da família consomem o produto. “Quase sempre que viemos para a praia comemos milho”, disse Ester. Já Sophia Garcia Soares, 6, de Tramandaí, disse que depois de brincar, sempre dá fome. “Venho para o mar umas duas vezes por semana, daí sempre peço um milho.”

 

Diário de Canoas
Autor: Gustavo Henemann

MS impulsiona o norte com pavimentação das rodovias MS-316 e MS-320

Integrante do programa de investimentos e ações lançado do Estado MS Forte 2, a pavimentação das rodovias MS-316 e MS-320 em pouco tempo estará concluída. Na semana passada, a governadora em exercício, Simone Tebet, acompanhada do secretário-adjunto de Obras Públicas e de Transportes, Wilson Cabral, além dos prefeitos dos municípios de Paraíso das Águas e de Chapadão do Sul, fez uma visita técnica ao canteiro de obras.
 
O trecho é de cerca de 150,9 quilômetros de extensão de rodovias com investimentos que somam R$ 213.685.034,950. A visita técnica foi realizada nos primeiros dois lotes que começam no município de Paraíso das Águas. 

A obra na MS-316 e 320 integra um grande complexo com início no trecho do entroncamento da BR-060 e término no entroncamento da MS-377, localizada no município de Inocência. Pronta, a obra vai beneficiar diretamente os municípios de Paraíso das Águas, Chapadão do Sul, Água Clara e Três Lagoas.
 
De acordo com informações do secretário-adjunto da SEOP, Wilson Cabral, a obra ao longo dos seus 150 quilômetros já tem média de 20% de projeto concluído. A pavimentação na rodovia está sendo executada em oito lotes e prevê a construção de nove pontes de concreto.

O primeiro lote está sendo feito nos municípios de Paraíso das Águas e Chapadão do Sul, no trecho entre Paraíso das Águas e o entroncamento da MS-320, numa extensão de 23,8 quilômetros. Os investimentos somam R$ 33.075.263,08.  

Já o segundo lote está sendo executado no município de Chapadão do Sul, no subtrecho que vai do km 23,800 ao km 47,920, numa extensão de 24,1 quilômetros. Para este lote os recursos são da ordem de R$ 29.911.538,26.
 
Os lotes com obras mais avançados são o de número 3 (correspondente a um trecho de 23 quilômetros) e 4 (16 quilômetros), entre os municípios de Água Clara e Paraíso das Águas, com 24,42% e 19,94% concluídos, respectivamente.

Conforme o engenheiro responsável pela fiscalização da obra, Everson Temponi, no primeiro lote visitado nesta quinta-feira as obras estão na fase da terraplenagem com 65% executado. Já no segundo lote, os serviços se concentram em terraplenagem (35%) e limpeza da área. 

Nestes dois primeiros lotes serão construídas quatro pontes de concreto sobre o Rio Paraíso (com 60 metros de extensão) e córregos Macaco, Mimoso e Pedra Branca.
 
Durante a visita ao canteiro de obras, Simone Tebet vistoriou vários trechos, assim como o andamento da construção da ponte sobre o córrego Macaco, que terá 20 metros de extensão.

Asfalto e desenvolvimento
 

A chegada do asfalto vai proporcionar mais desenvolvimento para Paraíso das Águas e toda a região de Chapadão do Sul. O objetivo, conforme a governadora em exercício, é tirar definitivamente Paraíso das Águas – que é o mais novo município de Mato Grosso do Sul – do isolamento. “Já tem vias de acesso à Capital e a outras cidades da região norte, mas era importante ligar Paraíso das Águas ao bolsão do Estado [na região nordeste]. Esta é uma região muito rica e com produção, como por exemplo, em Chapadão do Sul, que tem uma área propícia tanto para a pecuária, mas também para a agricultura”, disse.
 
Segundo Simone Tebet há empresários interessados em investir na região. “Sem estrada, logística e transporte não há como escoar a produção e trazer indústrias. Temos perspectiva de trazer uma fábrica de celulose, de MDF, mas para isso precisamos de estrada, então essa é uma das maiores rodovias que está sendo pavimentada no MS Forte 2, ao lado da MS-040 [ligando Campo Grande a Santa Rita do Pardo]. Temos uma previsão pela empresa de até o mês de outubro, se a chuva não atrapalhar, estarmos inaugurando toda a obra”, informou.
 
Simone destacou que a obra conta com recursos próprios do governo do Estado que depois de sanear as contas e a partir disso com as finanças em dia tem capacidade de financiamento. “Tem caixa e tem crédito, então um Estado forte economicamente tem condições de buscar nos bancos oficiais, como o BNDES para depois a médio e longo prazo ir pagando a juros muito baixos. Esta é uma obra toda financiada pelo governo do estado”, salientou.
 
Satisfeito com a obra que vai trazer mais desenvolvimento para o município, o prefeito de Paraíso das Águas, Ivan Pereira, disse que a rodovia vai ajudar na região que é bastante produtiva, principalmente no cultivo da soja. “Os produtores terão como plantar, colher e escoar essa produção interligando a gente ao Bolsão e ao Porto de Paranaguá. 

Vai diminuir no mínimo, pela BR-163 ou até passando por Paranaíba ou Aparecida do Taboado, entre 150 e 220 quilômetros para escoar essa produção para levar até o porto. Vai transformar a economia do nosso município”, ressaltou. Só com a estrada asfaltada há a possibilidade de ampliar uma área de 40 mil hectares para expandir a agricultura.

A pavimentação da rodovia também vai facilitar a vida dos moradores do distrito de Pouso Alto que terá 52 quilômetros de asfalto. “Isso facilita a população que antes ficava ilhada. E quando chovia, se alguém precisasse de atendimento de saúde não tinha como sair de lá porque os carros, até os traçados, atolavam”, ressaltou salientando que com a via asfaltada o acesso até a cidade será de no máximo 25 minutos.
 
Na região vizinha, o município de Chapadão do Sul – aliado à cidade de Costa Rica – responde por 76% da produção do algodão, 10% de milho, 9% da soja e 21% do sorgo da safra de Mato Grosso do Sul. 

O rebanho bovino de corte na área de abrangência do Distrito de Pouso Alto é expressivo e as áreas aptas para cultivos anuais serão incorporadas à medida que seja viabilizado o trânsito de veículos de grande porte para o transporte de insumos e da produção durante todo o ano.
 
A cidade tem uma parte que se integra com a continuação da rodovia que está sendo pavimentada. “Ela tem uma grande borda que passa dentro de Chapadão do Sul e isso ajuda a integrar essa área à agricultura e a pecuária. 

Acreditamos que com a agricultura vindo – como a cana – e a questão das florestas que estão chegando no nosso Estado, esta é uma região que com certeza vai facilitar para que se dê essa destinação melhor”, disse o prefeito de Chapadão do Sul, Luis Felipe Magalhães.

 

Conjuntura On Line

Fazendas de algodão serão certificadas em Mato Grosso

O processo de certificação das fazendas produtoras da fibra de algodão em Mato Grosso já iniciou. Neste mês de janeiro colaboradores do Instituto Algodão Social (IAS) estiveram nas primeiras propriedade, localizadas no município de Jangada e Campo Verde. De acordo com Felix Balaniuc, diretor Executivo do IAS, 270 propriedades em devem passar pelo processo de certificação no Estado, já que todas elas estão cadastradas.

O Instituto Algodão Social é uma entidade sem fins lucrativos criada pelos associados da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA). Instituições como o Ministério do Trabalho e Emprego, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Instituto Ethos contribuíram com sugestões para que a AMPA criasse uma entidade que pudesse orientar seus associados a conhecerem e implantarem as leis trabalhistas e de segurança do trabalho em suas fazendas. 

O diretor explica que entre os principais objetivos o Instituto, estão: a conscientização do produtor sobre a importância da adoção dos novos paradigmas do desenvolvimento sustentável e da responsabilidade social do empreendedor rural; orientar e auxiliar o produtor no cumprimento das Normas de Segurança do Trabalho, Saúde Ocupacional e Meio Ambiente do Trabalho (NR 31) e Segurança em Espaços Confinados (NR 33), da CLT e da Legislação Trabalhista rural; proporcionar segurança jurídica nas relações trabalhistas, levando o conhecimento legal a todos os associados; bem como a democratizar dos custos do processo de certificação.

“Já faz algum tempo que clientes da Europa e outros países exigem informações oficiais de que o produto que estão comprando não são provenientes de propriedades onde há trabalho e escravo e infantil, daí a importância desta certificação para a cadeia do algodão como um todo”, explica Felix. 

Os trabalhos de certificação nessas primeiras propriedades foram acompanhados por Antonio Simões Parente, coordenador de Certificação de Sistemas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e Walter Esper, coordenador de Infraestrutura de Tecnologia de Informação da ABNT. Os dois vieram de São Paulo e do Rio de Janeiro, respectivamente, e acompanharam de perto a primeira etapa do processo de certificação, que é a visita à propriedade rural e o levantamento de informações junto a seu responsável. 

O trabalho na safra 2013/14 tem um status especial, já que é o primeiro ano em que 100% das fazendas dos associados da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) que querem obter a certificação são visitadas pela equipe do IAS (antes o processo era feito por amostragem). Sendo que a partir de agora o trabalho é feito por uma equipe integrada por um colaborador do IAS e um representante da ABNT. Tendo como diferencial o fator que a propriedade que passar pelo processo de certificação do Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) pode fazer sua adesão ao sistema BCI (Better Cotton Initiative).

Mas, para quem faz o trabalho no campo, como o técnico de Segurança do Trabalho, Marcos Valério Martinelli do IAS, talvez a maior novidade seja a introdução de um sistema que permite que os dados coletados na fazenda sejam enviados imediatamente para a ABNT por meio de tablet (iPAD).

Essa mudança, na região dos representantes da ABNT, deverá facilitar o trabalho das equipes de campo e agilizar todo o processo de certificação. Conforme o diretor executivo do IAS, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) lançou em 2012 o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que unificou o sistema Better Cotton Iniative (BCI) em 2013.

Dessa forma, a partir da safra 2013/14 o produtor mato-grossense aprovado pelo programa ABR poderá optar por ter a licença BCI, que dá acesso a um nicho de mercado formado por grandes empresas da indústria mundial de confecção. Enquanto o foco do ABR é mais voltado para a responsabilidade social, o BCI está focado no aspecto ambiental das fazendas e no respeito às boas práticas agrícolas.

 

Gazeta Digital
Autor: Wisley Tomaz

Algodão: Reguladores melhoram qualidade da fibra

Os reguladores de crescimento, utilizados com objetivo principal de adequar as lavouras de algodão à colheita mecanizada do ponto de vista de espaçamento e altura de planta, já estão entrando nas planilhas de importância dos agricultores. De acordo com o pesquisador do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), Fábio Echer, a relação custo/benefício é muito positiva, mas é fundamental saber quanto aplicar e como fazer o manejo, sobretudo num período de muita chuva.

Estas questões estão presentes no dia a dia dos cotonicultores mato-grossenses e de seus colaboradores e ajudar a respondê-las é um dos objetivos da pesquisa realizada por Echer, em parceria com os pesquisadores Júlio César Bogiani, da Embrapa Algodão, e Ciro Rosolem, da Universidade Estadual Paulistas (Unesp – Campus Botucatu). As principais conclusões desse trabalho estão à disposição dos associados da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) na Circular Técnica, recém publicada.

Segundo o pesquisador, a publicação traz informações que vão facilitar o manejo das lavouras de algodão de Mato Grosso e, ao mesmo tempo aumentar a eficiência dos reguladores. Echer explica que foi desenvolvido uma tabela de fácil utilização pelo produtor como resultado de diversos experimentos, que levam em consideração três variáveis: a condição ambiental favorável ao crescimento das plantas (solo com boa umidade e temperatura do ar propícia ao crescimento vegetativo), a cultivar utilizada e, finalmente a altura da planta.

Os reguladores de crescimento geralmente começam a ser aplicados aos 30 a 35 dias após a emergência e sua utilização é praticamente indispensável em lavouras de primeira safra, cujo plantio em Mato Grosso é iniciado em 1° de dezembro. Isso porque o algodoeiro semeado em dezembro tem muita água disponível, além da alta nebulosidade nesse período causar o abortamento de estrutura frutíferas, por isso, tende a ter um crescimento vegetativo excessivo, pois a carga produtiva funciona como um regulador natural que controla o crescimento e, se ela é perdida, é preciso recorrer aos reguladores para reduzir o crescimento da planta.

No caso do algodão de segunda safra, plantado em sucessão à lavoura de soja (a partir de meados de janeiro), a demanda pelo uso reguladores geralmente é menor porque a disponibilidade hídrica também é menor, e portanto, o crescimento é naturalmente reduzido. As temperaturas mais baixas nesse período também contribuem para diminuir a taxa de crescimento das plantas.

 

Gazeta Digital

Preço do frete da soja deve subir 10% com grande safra e repasse do diesel

SÃO PAULO – Os fretes agrícolas rodoviários no Brasil devem sofrer um reajuste da ordem de 10 por cento na safra 2013/14, que já começou a ser colhida, refletindo os reajustes do preço do óleo diesel no ano passado e a forte demanda por caminhões em ano de safra de grãos recorde.

A alta no custo com o transporte, que ocorrerá sobre os elevados patamares atingidos no ano passado, quando uma nova legislação trabalhista impôs limites à carga horária diária de caminhoneiros, é mais um desafio para o agronegócio, que lida com uma logística deficitária e fortemente baseada no modal rodoviário.

A Petrobras aprovou três reajustes para o diesel nas refinarias ao longo de 2013: 5,4 por cento em janeiro, 5 por cento em março e 8 por cento em novembro.

“Teve 15 por cento de aumento (nos postos) sobre uma fração muito importante do frete”, disse Neuto Reis, diretor técnico da NTC&Logística, associação que reúne mais de 3 mil transportadoras do país.

O óleo diesel, segundo Reis, responde por até 40 por cento dos custos dos fretes de longa distância, como os que levam a produção de grãos do interior do país até os portos e indústrias.

O aumento do preço do frete deve refletir também a escassez de caminhões para atender a grande demanda durante a colheita da safra recorde.

A safra brasileira de soja –principal produto agrícola de exportação do país– deverá crescer mais de 10 por cento este ano, passando de 90 milhões de toneladas.

“O grande problema é a disponibilidade de caminhões”, disse a pesquisadora Natália Trombeta, da Esalq Log, braço de pesquisas sobre logística da conceituada Escola Superior de Agricultura, que estimou o reajuste médio do frete em 10 por cento.

Levantamentos da entidade mostram que o pico do preço do frete na última safra ocorreu em março e abril, mas pode ser antecipado este ano.

A consultoria AgroConsult alertou que praticamente todo o volume adicional a ser colhido este ano deverá ser de soja precoce, antecipando o pico de colheita e de escoamento e pressionando o sistema logístico do país.

“Uma parte (do frete), as tradings já se preveniram, já contrataram para não ficarem na mão. Mas como a safra é grande, pode haver alguma falta de caminhão”, disse Reis.

NOVOS PATAMARES

Os preços de frete em 2014 serão fixados já dentro do novo patamar estabelecido em 2013, ano em que o setor sofreu o choque de uma nova legislação e altas que surpreenderam as empresas do setor de grãos.

O frete entre Mato Grosso e o porto de Santos em março, por exemplo, saltou 35 por cento de 2012 para 2013, passando de 225 reais para 305 reais por tonelada, segundo levantamento da Esalq Log.

A chamada Lei do Caminhoneiro, que entrou em vigor às vésperas do escoamento da última safra, reduziu o tempo dos motoristas ao volante, enxugando a oferta de frete no mercado.

A Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec) estimou prejuízo de 2,5 bilhões de dólares para as empresas do setor em 2013, devido a fatores que incluíram a elevação não esperada no custo do frete rodoviário.

“Houve resistência de muitos embarcadores de receber esse repasse (no preço do frete). Qualquer impacto que não tenha sido repassado no último ano, terá que ser repassado nesta nova temporada”, disse o presidente da Federação das Empresas de Transportes de Cargas de São Paulo, Flávio Benatti.

“A expectativa não é de ter aquela inflação do ano passado”, disse o analista da Informa Economics FNP, Aedson Pereira, referindo-se à disparada de preços de 2013.

Ele estima preços 5 a 10 por cento mais elevados para o frete nesta nova safra, já dentro dos novos patamares do mercado de cargas e com uma menor corrida para os portos, uma vez que os Estados Unidos recuperaram-se nas exportações de grãos, reduzindo um pouco a pressa dos compradores internacionais em buscar suprimentos no Brasil.

 

Reuters
Autor: Gustavo Bonato

Soja: Preço ponderado 7% menor

O ritmo de venda da soja 2013/14, assim como as médias das cotações, está menor em Mato Grosso em relação ao registrado em janeiro de 2013. Conforme levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a comercialização antecipada está 14 pontos percentuais (p.p.) abaixo do consolidado em igual momento do ano passado e a média ponderada de preços retraída em 7%. Desaceleração nas ‘travas’ da oleaginosa reflete cotações ofertadas abaixo da expectativa (e necessidade) dos produtores.

Conforme análises do Imea, no mês de dezembro o preço médio de venda ficou próximo a R$ 50 a saca, o maior preço dos últimos meses, “melhorando assim as margens da propriedade”. Apesar da valorização, os analistas chamam à atenção para o preço médio ponderado – que leva em conta outros pesos – que diante de uma comercialização de 55% da produção obtém R$ 45,47/saca. “Esse preço médio que os produtores receberam até o momento está muito próximo do custo de produção”.

A comercialização da safra 2012/13 teve seu término no mês de dezembro, após 24 meses de negociações. Com uma grande amplitude nos preços, chegando a variações de mais de R$ 20/saca, a safra 2012/13 termina com um preço médio ponderado pela comercialização de R$ 48,83/saca, ou seja, quase 7% maior que o atual. “Enquanto a média ponderada é 6,88% inferior na comparação com os mesmos 55% que haviam sido travados no ano passado, o custo de produção desta nova safra cresceu 23% em geral, no Estado”.

RITMO – A comercialização da safra 2013/14 chega a 55,2%, das 25,7 milhões de toneladas estimadas, obtendo uma elevação de 6,4 p.p. em relação ao mês passado. A região com maior valor comprometido é a nordeste, com quase 60%. Já a mais atrasada é a norte, com apenas 42% da soja vendida.

Diário de Cuiabá
Autor: Marianna Peres

Caravana Embrapa chega ao Nordeste para discutir combate à lagarta Helicoverpa

 
A Caravana Embrapa de Alerta às Ameaças Fitossanitárias, que está numa cruzada de combate à lagarta Helicoverpa armígera, avança e chega ao Nordeste. A primeira escala será nesta terça-feira (21.01), no município de Balsas, a 810 quilômetros ao sul de São Luís, no Maranhão. O encontro da equipe de pesquisadores da Embrapa com técnicos, consultores agrícolas e produtores rurais será no auditório da Faculdade de Balsas – UniBalsas, na rodovia BR 230 – Km 05, às 8 horas. 

Na quinta-feira (23.01), a luta será em outro ringue. O município de Bom Jesus, a 635 quilômetros a sudoeste de Teresina, no Piauí, recebe a Caravana. O encontro da equipe da Embrapa com técnicos, consultores e produtores acontecerá no auditório da Universidade Federal do Piauí, na rodovia BR 135, km 3, no bairro Planalto Horizonte, também com início previsto para às 8 horas. Tanto Balsas, no Maranhão, como Bom Jesus, no Piauí, são importantes municípios dos cerrados do Meio-Norte que estão tendo grandes prejuízos com a praga da Helicoverpa armígera. 

Nos dois municípios, a programação a ser desenvolvida é padrão. As palestras vão focar os objetivos e a proposta da Caravana, com a apresentação das informações técnicas sistematizadas sobre “Alerta das Ameaças Fitossanitárias” ; histórico e aspectos bioecológicos da helicoverpa armigera; conceitos e aplicação do manejo integrado de pragas territorial; plantas Bt, que contém proteínas que combatem lagartas, e controle químico; tecnologia de aplicação ; controle biológico; e cenário regional da praga. 

Os encontros terminam com sessões de perguntas e respostas, por escrito ou oral. A Caravana é formada pelos pesquisadores Sergio Abud – Embrapa Cerrados, Adeney de Freitas Bueno – Embrapa Soja, Fábio AquinodeAlbuquerque e Augusto Guerreiro – Embrapa Algodão, Ivan Cruz – Embrapa Milho e Sorgo e pelo jornalista Breno Rodrigues Lobato, da Embrapa Cerrados. O pesquisador Dirceu Klepker – da Embrapa Cocais, é o responsável pela organização dos dois eventos. 

Quem participar dos encontros receberá um kit com CD, DVD e folderes. O material tem importantes informações sobre o manejo de pragas em culturas como arroz, feijão, soja, algodão e milho que vêm sendo atacadas pela a Helicoverpa armígera. A ideia da Caravana, segundo o pesquisador Paulo Roberto Galerani, assessor da Diretoria-Executiva da Embrapa, é mudar os hábitos dos produtores, “para que eles passem a usar o manejo integrado de pragas”. 

Vinte e cinco municípios do Piauí estão em situação de emergência fitossanitária, decretada pelo Ministério da Agricultura, em dezembro de 2013. A área atingida abrange os municípios de Alvorada do Gurguéia, Antônio Almeida, Baixa Grande do Ribeiro, Barreiras do Piauí, Bom Jesus, Corrente, Cristalândia do Piauí, Currais, Gilbués, Guadalupe, Jerumenha, Landri Sales, Marcos Parente, Monte Alegre do Piauí, Palmeira do Piauí, Piracuruca, Porto Alegre do Piauí, Regeneração, Redenção do Gurguéia, Ribeiro Gonçalves, Santa Filomena, São Gonçalo do Gurguéia, Sebastião Barros, Sebastião Leal e Uruçui. A declaração de emergência fitossanitária vale por um ano. Mais informações no endereço www.embrapa.br/caravana. 

 

Embrapa Meio-Norte