A Caravana Embrapa de Alerta às Ameaças Fitossanitárias, com foco na lagarta Helicoverpa armígera, estará na quinta-feira 23, no município de Bom Jesus, a 635 quilômetros a sudoeste de Teresina. O encontro da equipe da Embrapa com técnicos, consul

A Caravana Embrapa de Alerta às Ameaças Fitossanitárias, com foco na lagarta Helicoverpa armígera, estará na quinta-feira 23,  no município de Bom Jesus, a 635 quilômetros a sudoeste de Teresina. O encontro  da equipe da Embrapa com técnicos, consultores e produtores acontecerá no auditório da Universidade Federal do Piauí,  com início previsto para às 8 horas.  …

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Uso de inseticida contra Helicoverpa armigera aumenta população da mosca-branca

O pesquisador da área de entomologia da Embrapa Agrossilvipastoril, Rafael Pitta, alerta que o uso não seletivo de inseticidas contra a Helicoverpa armigera acabou aumentando a população de mosca-branca (Bemisia tabaci). O problema tem afetado muitos produtores do Mato Grosso, e se não for feito o controle desta praga antes de iniciar a segunda safra, pode causar prejuízos no milho e no algodão.

“Aplicou-se muito inseticida de amplo impacto no começo da safra e eles acabaram atingindo também a mosca-branca e seus inimigos naturais. Como a praga consegue se reproduzir em maior velocidade e quantidade do que o inimigo natural, chega no fim da safra, a população dela aumenta, não tem inimigos naturais, e acaba gerando problemas”, explica Rafael. Ele acrescenta que uma situação semelhante ocorreu com a lagarta falsa medideira (Pseudoplusia).

O aumento da praga é preocupante porque, além de sugar a seiva das plantas (reduzindo a produtividade da lavoura), a mosca-branca pode transmitir viroses a elas, sobretudo ao algodão. O excremento do inseto contém uma substância que favorece a formação de fumagina. Causada pelo fungo Capnodium sp., reduz a capacidade de fotossíntese da planta.

“Temos uma imensidão de soja em Mato Grosso. É uma cultura em que o inseto se reproduz bem. Então conseguimos produzir uma quantidade muito grande de insetos. O problema vem agora na sequência. Apesar do milho não ser um hospedeiro natural, a população é tão grande que ela precisa se alimentar. Na safra passada já vimos milho morrendo por causa da mosca-branca. E tem o algodão na sequência, que aí sim é um bom hospedeiro”, alerta o pesquisador da Embrapa.

“Hoje estamos dependentes basicamente do controle químico. Temos poucos produtos e são aqueles usados no controle do percevejo. Este, aliás, é um dos fatores que podem ter contribuído também para aumento da população de mosca-branca. Como a população de percevejo não foi muito alta, foi reduzida a quantidade de aplicações para percevejo e acabou sobrando mosca-branca”, conclui Rafael Pitta.

FOTO: Jovenil José da Silva/Arquivo Embrapa Soja

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

Depois da Helicoverpa armigera, falsa medideira é a nova ameaça

Após prejuízos bilionários com a Helicoverpa armigera, a ameaça emergente desta safra 2013/2014 é outra lagarta: a falsa medideira, que tem se mostrado mais agressiva esse ano. É o que aponta Wanderlei Dias Guerra, coordenador da Defesa Vegetal do Ministério da Agricultura (Mapa).

“O Brasil inteiro deve ficar atento a esta praga. O pessoal começa a colher e as mariposas começam a voar. Elas vão chegar mais fortemente nas lavouras de ciclo médio e tardio, que são as que estão no campo, junto com a ferrugem”, explica. Segundo ele, a falsa medideira pode aparecer em qualquer parte do país.

Na comparação com a Helicoverpa armigera, porém, a falsa medideira ainda é menos preocupante. “Eu diria que hoje, em relação à Helicoverpa, ele é menos problemática do que foi, apesar de a gente ter conseguido fazer o controle. Ela é uma lagarta desfloradora, então ela não vai direto no sistema de produção”, ressalva Guerra.

O especialista afirma que se deve ter um cuidado especial na pulverização, pois a lagarta se aloja no meio da soja. “Pode ser que ele aplique e o inseticida simplesmente não chegue até a lagarta, aí não mata mesmo. Por essa razão, e por aplicação de produtos inadequados, tende a haver uma resistência do inseto, e é possível que isso esteja ocorrendo em alguma região”, diz ele.

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

Piauí faturou US$ 161 milhões com exportações em 2013

As exportações do Piauí, em 2013, somaram US$161,847 milhões. Mais da metade desse valor foi conseguido com a venda de soja, que, apesar dos estragos provocados pela seca na região dos Cerrados, manteve a condição de principal produto da pauta de exportações do estado.

China, Espanha, Estados Unidos, Japão, Vietnã e Alemanha foram os principais destinos dos produtos piauienses, todos eles com movimentação superior a US$10 milhões. A empresa com maior faturamento foi a Cargill Agrícola, com US$29,679 milhões.

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o Piauí vendeu 165,953 milhões de quilos de soja, movimentando US$89,199 milhões. Mesmo assim, o resultado foi 38,71% inferior ao desempenho do ano anterior, já que a seca comprometeu a produção agrícola também nos Cerrados.

As ceras vegetais, com 7 milhões de quilos vendidos, conseguiram o segundo melhor desempenho, movimentando US$44,396 milhões, seguidas de algodão, com 5,538 milhões de quilos comercializados e um faturamento de US$9,373 milhões.

Completando a lista dos dez produtos mais vendidos, aparecem pilocarpina, milho, mel, couros e peles, quercetina e quartzitos.

Cinco empresas fecham a lista das maiores exportadoras do Piauí no ano passado. Além da Cargill Agrícola estão ABC Inco, Bungue Alimentos, Brasil Ceras e Foncepi Exportadora, todas elas com faturamento acima de US$15,8 milhões.

 

Cidade Verde

Helicoverpa armigera e custos altos prejudicam algodão no Brasil

O Rabobank Brasil prevê um ano complicado para o algodão no País: “Para os produtores brasileiros, os custos operacionais da lavoura estão mais elevados este ano nas principais regiões produtoras. Além disso, os investimentos em químicos deverão aumentar, dada a preocupação com a infestação da lagarta Helicoverpa armigera”.

As projeções constam no estudo “Perspectivas para o Agronegócio Brasileiro 2014”, realizado pelo departamento de Pesquisa e Análise Setorial (FAR) do banco. O material projeta o cenário das principais commodities brasileiras, contemplando tendências para os mercados.

“Os baixos preços no mercado global têm estimulado a substituição do algodão por outras culturas. Assim, a expectativa é de redução de 6,5% na produção mundial da fibra. Essa queda, porém, não deverá causar grande impacto nos estoques, uma vez que se prevê redução no consumo”, afirma o relatório.

Sobre o plantio brasileiro, na nova safra 2013/14 espera-se aumento próximo a 12% em área. A tendência vai na contramão do comportamento mundial, e do cenário verificado em 2012/13, quando os preços estimularam a produção de grãos, em detrimento da pluma.
 

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

Com apenas 10% da produção de algodão estocada, pluma é valorizada em MT

Apenas 10% da produção de algodão da safra 2012/13 de Mato Grosso ainda não foi comercializada. Ao todo, 68 mil toneladas ainda estão estocadas. 

A procura pela fibra tem aumentado aos poucos no Estado, conforme levantamento do Instituo Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). 

Com isso, os preços da pluma para o mercado interno continuam em valorização, só na última semana houve alta de 3,1%, atingindo os patamares de preços do início de outubro, com a média do Estado em R$ 69/@. 

Em Primavera do Leste a semana encerrou a R$ 69,4/@ e em Nova Mutum a R$ 68,9/@. A subida ocorreu graças à sustentação de preços no mercado internacional e a procura pelo produto no mercado interno, típico desta época do ano.  

Os principais compradores externos de algodão são o Vietnã e a China.

Para a safra 2013/14, 582 mil hectares foram destinados para o cultivo da pluma, quase 29% a mais do que na safra passada, quando foram reservados 452 mil hectares. A produção em Mato Grosso deve ser superior a 834 mil toneladas.

 

Agrolink
Autor: Lucas Rivas

Venda da safra brasileira de soja 13/14 está atrasada ante ano anterior

As vendas da safra brasileira de soja 2013/14, que já foi 1 por cento colhida, estão atrasadas ante igual período do ano anterior, disseram analistas da Céleres em relatório nesta segunda-feira.

Até 10 de janeiro, as vendas estavam em 41,7 por cento da safra, contra 55,9 por cento de um ano antes, segundo a Céleres.

Produtores estão relutantes em se comprometer com vendas devido aos baixos preços internacionais, e ainda estão capitalizados após a comercialização da safra recorde do ano passado, quando os baixos estoques globais elevaram os preços, disse a Céleres.

O analista alertou, porém, que as condições do mercado poderão deteriorar em vez de melhorar para os produtores brasileiros.

O crescimento econômico mais lento da China –que compra cerca de 70 por cento da soja brasileira– pode resultar em menor demanda, disseram os analisas. Além disso, uma esperada expansão em área nos EUA no ciclo 2014/15 pode pressionar ainda mais os preços da oleaginosa.

A Céleres estima a produção em 2013/14 de soja do Brasil em 89,9 milhões de toneladas, 10,4 por cento maior que o recorde da safra anterior.

 

Reuters
Autor: Caroline Stauffer