Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho iniciaram o pregão desta terça-feira (7) com leves quedas, próximos da estabilidade. As principais posições do cereal exibiam perdas entre 0,50 e 1,25 pontos, por volta das 6h29 (horário de Brasília). O contrato julho/16 era cotado a US$ 4,26 por bushel, enquanto o março/17 era negociado a US$ 4,35 por bushel.

O mercado voltou a trabalhar em campo negativo após encerrar o dia anterior com valorizações de mais de 9 pontos. Ainda nesta segunda-feira, as cotações foram sustentadas pelos bons números dos embarques semanais. Segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), até a semana encerrada no dia 2 de junho, os embarques de milho somaram 1.067,513 milhão de toneladas.

Além disso, as agências internacionais destacam que a alta registrada no petróleo e a fraqueza do dólar frente às demais moedas também contribuíram para os ganhos da commodity. Outro fator que está sendo observado pelos participantes do mercado é o andamento da nova safra norte-americana.

No final da tarde de ontem, o USDA reportou que cerca de 98% da área projetada para o milho nesta temporada já havia sido plantada até o último domingo. Em torno de 90% das lavouras do cereal já emergiram. O órgão também informou que 74% das plantações estão em boas ou excelentes condições, 21% em situação regular e 4% em condições ruins ou muito ruins.

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Milho: Com foco na demanda e na safra nos EUA, mercado fecha 2ª feira com altas de mais de 9 pts

 

A sessão desta segunda-feira (6) foi positiva aos preços do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). Ao longo do dia, as principais posições do cereal ampliaram os ganhos e fecharam o pregão com altas entre 9,00 e 10,25 pontos, uma valorização de mais de 2%. O vencimento julho/16 era cotado a US$ 4,27 por bushel, enquanto o dezembro/16 era negociado a US$ 4,30 por bushel.

O mercado subiu pelo 4º dia consecutivo e as primeiras posições se aproximaram do patamar de US$ 4,30 por bushel. De acordo com o consultor em agronegócio, Ênio Fernandes, o principal fator que tem dado suporte aos preços do cereal é a ausência do Brasil na ponta exportadora. “Os EUA estão praticamente sozinhos para abastecer a demanda mundial nesse momento”, pondera.

Ainda hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou que os embarques de milho ficaram em 1.067,513 milhão de toneladas até a semana encerrada no dia 2 de junho. O volume ficou acima do registrado na última semana, de 786,507 mil toneladas. Mais uma vez, o número ficou dentro das apostas do mercado, entre 890 mil a 1,09 milhão de toneladas. No total da temporada, o país já embarcou 29.481,853 milhões de toneladas, contra as 32.662,881 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ciclo anterior.

“Além disso, as cotações do cereal buscam ficar mais perto dos preços da soja, até para que não haja uma transferência de área de uma cultura para outra”, explica Fernandes. Nesse instante, as informações sobre a safra norte-americana continuam no radar dos investidores. Até a semana anterior, o departamento reportou que cerca de 94% da área estimada para essa temporada já havia sido cultivada com o milho.

No boletim, o órgão ainda informou que em torno de 70% das lavouras de milho apresentam boas ou excelentes condições. As informações serão atualizadas no final da tarde de hoje, em novo relatório de acompanhamento de safras. Em relação ao clima, há muitas especulações em relação ao clima mais seco e as altas temperaturas previstas para os próximos dias no Corn Belt, de acordo com dados do NOAA – Serviço Oficial de Meteorologia do país.

“O clima ainda está bom para o desenvolvimento das plantas de milho. Precisaremos acompanhar os próximos 15 dias e conferir a evolução das plantas”, ressalta o consultor de mercado.

Ainda hoje, os participantes do mercado estiveram atentos ao comportamento dos preços do petróleo e também do dólar. “A presidente do Federal Reserve, banco central norte-americano, Janet Yellen, disse hoje que as taxas de juros tendem a aumentar, porém, ainda não é uma definição de quando isso deva ocorrer. A imprecisão levantou ações e pressionou o dólar”, disse Bob Burgdorfer, analista e editor do site Farm Futures.

Mercado interno

As cotações futuras do milho negociadas na BM&F Bovespa fecharam o pregão desta segunda-feira (6) do lado positivo da tabela. As principais posições do cereal exibiram ligeiros ganhos, entre 0,22% e 0,75%. O contrato julho/16 era cotado a R$ 45,69 a saca, já o setembro/16, referência para a safrinha, era negociado a R$ 42,71 a saca. Apenas o vencimento maio/17 apresentou leve queda, de 0,70%, cotado a R$ 42,70 a saca. Em Paranaguá, a saca do milho para entrega em setembro/16 permaneceu estável em R$ 38,50 a saca.

No mercado interno, grande parte das praças pesquisadas pela equipe do Notícias Agrícola permaneceu estável. Em Itapetininga (SP), o preço caiu 5,44%, com a saca a R$ 47,11, já em Jataí (GO), os preços recuaram 4,76%, com a saca a R$ 40,00. Na região de Itapeva (SP), o recuo foi de 3,84% e a saca a R$ 48,85. Em Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis, ambas no Mato Grosso, a queda foi de 3,23% e a saca a R$ 30,00. Em São Gabriel do Oeste (MS), o preço caiu 2,08% e saca fechou a segunda-feira a R$ 47,00.

“A colheita do milho ainda está no início, principalmente em Mato Grosso e Goiás, com isso, ainda não temos um impacto grande nos preços praticados. No Paraná, os trabalhos nos campos estão parados nesse momento devido às chuvas constantes. Acredito que no final do mês, quando a colheita ganhar ritmo, as cotações se acomodem em patamares mais baixos”, afirma Fernandes.

Nos principais estados produtores, a colheita da safrinha já foi iniciada. No caso de Mato Grosso, o percentual colhido é de 2,81%, já no Paraná, o índice é de pouco mais de 1%. E as previsões climáticas indicando chuvas, especialmente nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

“Agora, as chuvas são vistas com preocupação, especialmente no estado do Paraná, pois temos um setor de carnes muito forte no estado. Já perdemos entre 9 milhões a 10 milhões de toneladas de milho na safrinha, deveremos colher uma produção perto de 49 milhões de toneladas, não podemos perder mais nada”, diz o consultor de mercado.

Dólar

Enquanto isso, o dólar encerrou o dia a R$ 3,4905 na venda, com queda de 0,98%. Na mínima do pregão, a moeda norte-americana tocou o nível de R$ 3,4849, no mês a queda é de 3,37%. De acordo com a agência Reuters, a queda é decorrente das apostas de que o Federal Reserve irá elevar a taxa de juros nos EUA.

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Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas