O governo de Goiás vai autorizar a antecipação do plantio de soja no estado, com consequente alteração no calendário de vazio sanitário para a cultura. A informação foi dada pelo vice-governador do Estado, José Eliton Figueiredo Junior, durante a abertura da Tecnoshow Comigo, nesta segunda-feira (11/4), em Rio Verde (GO).

“Posso assegurar que, entrando em acordo com a Embrapa, está autorizada a antecipação do plantio de soja em Goiás”, disse ele, durante o evento que contou com representantes de entidades do setor agropecuário e políticos ligados ao setor.
A reivindicação do setor é de que o calendário de plantio seja antecipado de primeiro de outubro para 20 de setembro. Com isso, o vazio sanitário para a soja, que vai de primeiro de julho a 30 de setembro, também seria alterado. A ideia inicial era alinhar ao praticado em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde o plantio da soja começa dia 15 de setembro.

Mesmo com alguma diferença de data em relação aos vizinhos, a Federação de Agricultura de Goiás (Faeg) considera importante a mudança na data de início do plantio. “Esses sete, oito dias, vão significar um ganho. Sou favorável, é preciso harmonizar com os produtores”, disse o presidente da Faeg, José Mário Schreiner.

A expectativa é de que o assunto seja discutido com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) ainda nesta semana, informou o deputado federal Heuler Cruvinel (PSD), da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. Durante a abertura da Tecnoshow, ele disse que já está agendada uma reunião, em Brasília, com participação de autoridades do governo de Goiás.

O vazio sanitário da soja foi instituído no Brasil para combater, principalmente, a propagação do fungo causador da ferrugem asiática. É um período em que não pode haver plantas de soja nos campos, até que esteja autorizada a semeadura da safra seguinte.
Plano Safra e seguro

Em uma cerimônia marcada por fortes manifestações de apoio ao pedido de impeachment da presidente da Repúbica, Dilma Rousseff, representantes do setor agropecuário também reforçaram críticas à política pública para o setor. Entre as principais reclamações, estão a subvenção para o prêmio do seguro rural, dificuldades de acesso ao crédito e o plano de safra.

“É hora de tratarmos de uma Farm Bill brasileira e não um plano de safra que nem orçamento para o seguro tem”, reivindicou o presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Márcio Lopes de Freitas, usando como referência a lei plurianual que define as diretrizes da política agrícola nos Estados Unidos.

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Fonte: Revista Globo Rural