As usinas do Centro-Sul do Brasil processaram 38,78 milhões de toneladas de cana na segunda quinzena de outubro, alta de 24% ante a quinzena anterior, que havia sido prejudicada por chuvas, de acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Na comparação com a segunda quinzena de outubro de 2012, quando foram processadas 36,15 milhões de toneladas, o aumento é de 7,3%, acrescentou a entidade. Até o momento, apenas seis unidades produtoras encerraram a safra 2013/14, menos que as 24 observadas na safra 2012/13 e as 97 plantas que haviam finalizado o processamento antes de novembro na safra 2011/12, informou a Unica. “Esse comportamento confirma nossa expectativa de safra recorde para esse ano”, disse o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, em nota. A estimativa mais recente divulgada pela entidade, em outubro, é de que a região Centro-Sul — responsável por cerca de 90% da produção brasileira — encerre 2013/14 com moagem de 587 milhões de toneladas, aumento de 10,2% ante a safra anterior. No acumulado até o final de outubro, as usinas do Centro-Sul já processaram 510,12 milhões de toneladas, 12% superior ao processado no mesmo estágio da safra passada. A produção de açúcar na segunda quinzena de outubro foi de 2,45 milhões de toneladas, 26,6% acima da quinzena anterior, mas com queda de 3,55% ante a mesma quinzena na safra 2012/13. O recuo na produção de açúcar entre a safra passada e a atual está em linha com posicionamento das indústrias, que este ano têm volume maior de cana para a produção de etanol. Na segunda metade de outubro, 47,75% da cana colhida no Centro-Sul foram destinadas ao açúcar, contra 51,27% na mesma quinzena da safra passada. Houve um aumento no mix em favor do açúcar ante a primeira quinzena de outubro, quando o índice foi de 46,70%. Desta forma, a produção de etanol na quinzena atingiu 1,64 bilhão de litros, alta de 21% ante a primeira quinzena de outubro e de 11% ante o mesmo período em 2012/13. Para o diretor da Unica, os volumes de produção observados até o momento confirmam a expectativa de safra alcooleira. “Apesar do crescimento da moagem em torno de 12%, a produção de açúcar continua praticamente idêntica à observada no último ano”, disse Padu.

13/11/2013 – Brasil Econômico