Uma das dificuldades para desenvolver a agricultura de precisão no Brasil é a falta de dados. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) não possui levantamentos e desconhece o nível de adesão da técnica. Porém, há perspectiva de que estudo seja feito em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo Fabricio Vieira Juntolli, do Mapa, e coordenador da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão (CBAP), a intenção é fazer uma série histórica, para dimensionar a atividade e quantificar os produtores. “Então poderemos pensar em uma linha de crédito específica, um selo, ou algum diferencial para aquisição de equipamentos.” O professor José Paulo Molin, da Esalq/USP, que preside a CBAP, afirma que a falta de estatísticas é uma das grandes dificuldades. “Estamos insistindo para que o Mapa levante um recurso mínimo para fazer um perfil do mercado ou nível de adoção. Precisamos dos dados e não temos.” O coordenador da Rede de Agricultura de Precisão da Embrapa, Ricardo Inamasu, diz o levantamento é complexo, pois os agricultores desconhecem o conceito. “Se você perguntar para o agricultor se ele utiliza agricultura de precisão, ele pode responder que sim, porque usa GPS.” Segundo ele, é preciso primeiro entender que se trata de uma estratégia ou modelo de gestão.

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30/09/2013 – DCI  Jornalista: Roberto Dumke