Paulo Zamarioli, consultor e produtor rural de Itaí (SP), conta que os produtores estão realizando o plantio do feijão na região. Até o final de agosto, grande parte das áreas irrigadas devem ser plantadas.
São 51 dias sem chuvas. A ausência de chuvas nesta região, na qual 100% das áreas são irrigadas, favorece o plantio, como conta o produtor.
A área não deve aumentar em relação à safra passada, em torno de 30 mil hectares para este primeiro plantio de julho e agosto, podendo chegar a 35 mil hectares. Depois de setembro, a área ainda pode aumentar.
A região já é altamente tecnificada, com áreas bem programadas. Não há redução de investimentos, especialmente porque os custos são altos. Nos últimos 12 meses, com correção nos preços da energia elétrica, ficou ainda maior.
No caso da mosca branca, a população é praticamente zero nesta safra, não sendo uma grande preocupação para os produtores, que colhem uma média de 45 a 50 sacas por hectare, com algumas áreas chegando a 60 sacas por hectare.
Por outro lado, os preços praticados não cobrem os custos, apenas para as áreas mais produtivas. Os preços giram em torno de R$110 a R$115. Para Zamarioli, preços acima de R$150 seriam mais remuneradores. Porém, a curto prazo, não há uma expectativa de aumento para os preços.
A colheita se inicia em outubro e finaliza em novembro. Após a cultura do feijão, os produtores devem entrar plantando soja.

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Por: Fernanda Custódio e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas